Home - Convergência Digital

TIM e Claro divergem sobre prazo para a venda da faixa de 3,5 GHz

Convergência Digital - Carreira
Luís Osvaldo Grossmann - 25/05/2018

A Tim defendeu durante o Painel Telebrasil que a Anatel avance com o cronograma que está sendo rascunhado no Conselho Diretor e confirme a oferta de radiofrequências em leilão ainda em 2019. E em especial que permita a aquisição de nacos da faixa de 3,5 GHz.

“Espectro é uma das prioridades para o desenvolvimento de um ciclo virtuoso no setor, que também envolve bons diagnósticos, recursos e compartilhamento. Esperamos que o cronograma para 2019 e uso em 2020 possa se tornar realidade”, sustentou o diretor de relações regulatórias da Tim, Carlos Eduardo Franco, em debate sobre a agenda regulatória.

Foi uma manifestação diametralmente oposta a da Claro, que um dia antes rejeitara a ideia de que as operadoras móveis aportem novos investimentos em espectro antes de terminarem de pagar pela faixa de 700 MHz, adquirida em 2014 e atrelada ao processo de desligamento dos sinais de TV analógicos.

“Cogitar a realização de um leilão de faixas de frequência seria precipitado, na medida em que ainda existem pendências nas faixas licitadas em 2014”, afirmara o diretor jurídico regulatório da Claro, Oscar Petersen, também durante o Painel Telebrasil, realizado nesta semana em Brasília.

A Claro reclamou especificamente da oferta da faixa de 3,5 GHz, por entender que continuam a existir problemas de interferência. “A interferência das parabólicas não é simples de resolver. Nossa expectativa é que não ocorra licitação antes de 2020”, emendou Petersen.

Pois a TIM torce especialmente para que a Anatel ofereça em leilão essa fatia do espectro o quanto antes. “A gente enxerga que o 3,5 GHz é uma nova fronteira que precisa ser disponibilizada”, afirmou Franco. No momento, a costura na agência é de reunir na mesma oferta a sobra de 700 MHz, além da faixa de 3,5 GHz e algo como 100 MHz em 2,3/2,4 GHz.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

05/12/2019
TIM Brasil: 5G é mais uma política de Estado do que um negócio de telecom

05/12/2019
Anatel diz ao CADE que compra da Nextel pela Claro respeita limite de espectro

05/12/2019
Anatel decide dia 12 o modelo para 5G, sem mexer nas parabólicas

03/12/2019
TIM vence Google e STJ manda provedores de aplicação fornecerem porta lógica

29/11/2019
Joint venture entre Hughes e Yahsat é aprovada pela Anatel

29/11/2019
TIM se mantém pelo 12º ano consecutivo na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3

28/11/2019
Cade dá 10 dias para Anatel responder sobre Claro/Nextel em ação da TIM

26/11/2019
Anatel contrata solução de IA e vai responder reclamações por WhatsApp

22/11/2019
Claro perde na Senacon e vai ter de pagar multa de R$ 9,3 milhões

19/11/2019
Novo aplicativo facilita queixas na Anatel e dá notas para operadoras

Destaques
Destaques

Redes privadas no 5G impulsionam o crescimento econômico do País

“Nas quatro verticais indicadas pelo governo as redes privadas podem ter impacto forte. Por isso a abertura regulatória é muito importante”, defende a gerente da Qualcomm, Milene Pereira. 

5G já trouxe aumento de receitas para as operadoras

“Na Coreia, são 3,5 milhões de clientes em seis meses, 1 milhão com serviços de valor adicionado. Em apenas um trimestre as operadoras aumentaram as receitas em 2%”, afirma o diretor de soluções da Huawei, Carlos Roseiro. 

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Carro autônomo: decisões baseadas em dados vão evitar acidentes?

Por Rogério Borili *

O grande debate é que a inteligência dos robôs precisa ser programada e, embora tecnologias como o machine learning permitam o aprendizado, é preciso que um fato ocorra para que a máquina armazene aquela informação daquela maneira, ou seja, primeiro se paga o preço e depois gerencia os danos.


Copyright © 2005-2019 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site