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Eles ainda assustam, mas os tabus estão caindo na hora de preencher uma vaga

Convergência Digital - Carreira
Convergência Digital - 28/06/2018

Muitas das informações que constavam em um currículo acabaram caindo em desuso e sendo substituídas por novas demandas da sociedade, empresas e recrutadores. "O que se incluía em um currículo há dez ou quinze anos não faz mais sentido hoje. O papel aceita tudo e hoje os processos de seleção são cada vez mais criteriosos", explica Renato Trindade, gerente da Page Personnel, empresa especializada em recrutamento de pessoal.

Segundo ele, são valorizados candidatos com resiliência, proatividade, entrega e com boa qualificação comportamental. Há outros valores envolvidos na hora de selecionar um candidato. Entre os tabus que foram eliminados do mercado estão, conforme define o consultor:

1. Faculdade de primeira linha

Era muito comum encontrar em anúncios de emprego que o candidato tivesse frequentado faculdade de primeira linha. Hoje, essa exigência já não existe mais e praticamente foi abolida pelos recrutadores. O mercado olha e avalia mais o que esse profissional tem para entregar em questões de resultados do que simplesmente ver onde ele estudou.

2. Demissão

Outra questão que assombrava candidatos era incluir em seu currículo que havia sido demitido. Ter essa experiência no histórico profissional era sinônimo de fracasso e insucesso. Hoje, esse fantasma não assusta mais profissionais em busca de recolocação.

3. Fracasso como empreendedor

E quando um profissional decide mudar sua carreira, se aventurar pelo empreendedorismo e acabar fracassando? Segundo a Page Personnel mercado vê com muito bons olhos profissionais que decidiram empreender e, por algum motivo, acabou não tendo uma experiência bem-sucedida. Esse tipo de perfil pode ser de grande valia se essa pessoa aplicar na empresa o que aprendeu em sua passagem como empresário.

4. Pouco tempo num mesmo emprego

Um currículo com experiências profissionais de curta duração não era bem visto pelos avaliadores até pouco tempo. Entendia-se que essa pessoa não tinha estabilidade e por isso não permanecia no emprego. Hoje a avaliação precisa ser mais criteriosa.

5. Nervosismo na entrevista

Um dos momentos mais tensos para candidatos em processos de recrutamento e seleção é a hora da entrevista. Tem muita gente que fica nervosa e acaba esquecendo de contar detalhes importantes da carreira que não estão reportados no currículo. Segundo Trindade, o nervosismo tinha um peso maior na hora da seleção, era mais eliminatório do que é hoje onde há uma conversa mais eficiente.

6. Pretensão salarial

Muitas empresas solicitavam esse tipo de informação com o intuito de entender as expectativas salariais dos candidatos de acordo com a experiência apresentada e se estavam alinhadas com a política salarial da empresa. Hoje já é bem menos comum colocar esse tipo de informação.

7. Filhos

A gravidez já foi interpretada por muitas mulheres como interrupção na carreira, tamanha era a pressão para que elas não atrapalhassem suas atividades profissionais em decorrência da maternidade. Mas, hoje, afirma a Page Personnel, não há mais essa mentalidade tanto de mulheres como do mercado. As empresas evoluíram e até estimulam suas profissionais por meio de programas e benefícios.

8. Ter 40 anos ou mais

Ter experiência já foi sinônimo de preocupação. Profissionais que atingiam os 40 anos sabiam que o fantasma da demissão rondava sua cadeira por ter atingido a faixa etária mais vulnerável a demissões.

9. Boa aparência

Requisito comum e muito frequente em anúncios de emprego, hoje não é mais comum encontrar exigências como esta na hora de ofertar uma vaga de trabalho.

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