NEGÓCIOS

Plataforma Power 9 da IBM é voltada para IA e cloud computing

Por Fábio Barros ... 13/11/2018 ... Convergência Digital

A IBM Brasil anunciou nesta terça-feira, 13/11, a chegada da plataforma Power9ao mercado brasileiro. Baseada no processador de mesmo nome, a plataforma foi desenvolvida seguindo os padrões abertos do consórcio Open Power, que hoje conta com a participação de mais de 300 empresas.

Ana Paula Assis, presidente da IBM Brasil, destacou que a Power9 é a plataforma sobre a qual roda o maior e mais inteligente supercomputador do mundo, o Summit, construído pelo governo norte-americano. “O Summit é um conjunto de soluções integradas compostas pelo Power9.  Não há dúvidas de que é a plataforma certa para atender aos desafios cada vez mais complexos das empresas”, disse.

O vice-presidente de sistemas da IBM Brasil, Joaquim Campos, citou a nova geração de processadores da família Power e o servidores de próxima geração Power Systems como as pontas de lança da nova plataforma. “Eles são consequência de uma série de ações que a IBM vem tomando em seu processo de transformação, que vai adequar nosso portfólio à nova realidade de nossos clientes”, afirma.

Essa nova realidade, segundo o executivo, se traduz na necessidade de aplicativos mais inteligentes e na disponibilidade para oferecer serviços aos seus clientes com mais rapidez e mais segurança. Uma das características marcantes da nova plataforma é sua capacidade de extrair e analisar dados para ajudar seus usuários a fazerem mais negócios.

Campos lembra que o sistema foi construído para impulsionar melhorias comprováveis no desempenho em conhecidos quadros de inteligência artificial – como Chainer, TensorFlow e Caffe – e também em bases de dados aceleradas, com a Kinectica. Com isso, ele vai permitir a construção de aplicativos com mais rapidez, que vão de conhecimentos de deep learning em pesquisa científica até a detecção de fraude em tempo real e análise de risco creditício.

Como exemplo, o executivo lembra que 80% das transações financeiras do mundo passam atualmente por serviços ou tecnologia IBM. “Esse volume de dados que os clientes da economia clássica têm pode diferencia-los dos novos entrantes”, diz, lembrando que o grande desafio, aqui é imprimir velocidade a esta transformação.

Ao mesmo tempo, cada cliente tem uma necessidade específica, que deve se adequar a nuvens com características específicas. “Nossos clientes terão que conviver em ambientes híbridos. Essa é a realidade: um mercado multicloud com necessidade de uso do IA para se diferenciar de seus concorrentes”, resume.

Nova plataforma

É aqui que entra a plataforma Power9, que explora com eficiência a capacidade de Inteligência Artificial (IA). De acordo com Campos, a IBM é atualmente uma empresa focada em IA e nuvem. “Tudo o que fazemos é para ajudar nossos clientes nestes dois pilares”, diz.

Para isso, há quatro anos, a IBM iniciou o desenvolvimento  do chip Power9, com o objetivo de criar uma nova arquitetura para gerenciar dados de fluxo livre, sensores streaming e algoritmos para cargas de trabalho intensivas em dados de Inteligência Artificial e Deep Learning baseadas em Linux.

Além disso, também o portfólio de hardware e software da IBM foi adequado para fazer sentido nessa nova realidade. “Fomos abrindo mão do que era commodity e oferecendo plataformas que têm valor específico negócios”, afirma.

O diretor de vendas e soluções de servidores da IBM América Latina, Aníbal Strianese, lembra que o uso da IA vai permitir às empresas se planejar de forma mais rápida, prever consumo, preparar estoques, realizar promoções específicas. “Precisamos processar essa quantidade de informações e extrair valor dela”, diz.

Strianese afirma que que o Power9 foi desenvolvido pensando nisso. “A tecnologia que era apenas CPU não atende mais esse mundo. Precisamos de uma tecnologia híbrida. “Aqui temos processamento em CPU e em GPU (Graphic Processor Unit). Quando combinamos estes dois mundos, conseguimos extrair informação de uma quantidade enorme de dados não estruturados”, explica.

Usos práticos

A IBM revela que, no Brasil, já estão em curso várias provas de conceito com a nova plataforma. “Hoje há devices espalhados por todo o mundo. É uma estrutura que está disponível. Essa tecnologia pode nos ajudar a extrair informações dessa estrutura já existente”, revela.

É o que tem sido feito nos testes realizados com administrações públicas e empresas privadas. Um exemplo é o uso de imagens de câmeras de trânsito, que permite não apenas identificar se o veículo está ou não infringindo o rodízio, mas também se o motorista está utilizando o cinto, se está falando ao celular etc.

Em outro teste, revela Strianese, quatro servidores equipados com processadores Power9 conseguiram analisar 1 TB de informações em 108 segundos. No Google, são necessários 70 servidores, e 70 minutos, para analisar o mesmo volume de informações. Campos explica que, no atual contexto de mercado, a IA vem sendo adaptada para uso em duas frentes: otimização do BackOffice e uso para expansão de mercado.

“Cabe ao cliente identificar o que faz mais sentido e o que ele fará com estes dados”, diz, lembrando que hoje, com a plataforma Power9, a IBM consegue oferecer ao mercado a capacidade de armazenar dados on-premise ou na nuvem; processar dados on-premise ou na nuvem; e analisar dados on-premise, na nuvem ou de modo híbrido. Isso tudo oferecido tanto como serviço, quanto como na forma de solução codificada e desenvolvida pelo cliente, com o suporte da IBM.


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