O reinado das TVs nos lares brasileiros está bastante ameaçado pelo celular. De acordo com a pesquisa PNAD Contínua TIC 2017, do IBGE, divulgada nesta quinta-feira, 20/12, o celular está presente em 93,2% dos domicílios, enquanto as TVs estão presentes em 96,7% dos domícilios.
O celular também foi o equipamento mais utilizado para acessar a Internet no domicílio (98,7% dos domicílios em que havia utilização da Internet). Em 2016, este percentual estava em 97,2%. O percentual dos domicílios que utilizaram somente telefone móvel celular para acessar esta rede também aumentou, passando de 38,6% (2016) para 43,3% (2017).
O percentual de domicílios com acesso à Internet através de microcomputador caiu de 57,8% em 2016 para 52,3% em 2017. Também diminuiu o percentual dos domicílios em que o microcomputador era o único meio de acesso à Internet: de 2,3% (2016) para 0,9% (2017). O percentual de domicílios que utilizavam a internet e acessavam através da televisão subiu de 11,7% para 16,1%. Já o acesso via tablet estava presente em 15,5% dos domicílios em onde havia utilização desta rede em 2017 e, no ano anterior, em 17,8%.
O estudo do IBGE mostra que, entre as 181,1 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade no país, 69,8% acessaram à Internet pelo menos uma vez nos três meses anteriores à pesquisa. Em números absolutos, esse contingente passou de 116,1 milhões para 126,3 milhões, no período. O maior percentual foi no grupo etário de 20 a 24 anos (88,4%). Já a proporção dos idosos (60 anos ou mais) que acessaram a Internet subiu de 24,7% (2016) para 31,1% (2017) e mostrou o maior aumento proporcional (25,9%) entre os grupos etários analisados pela pesquisa.
Em 96,7% dos 70,4 milhões de domicílios do país havia aparelho de televisão, dos quais 79,8% tinham conversor (integrado ou adaptado) para receber o sinal digital de televisão aberta. O percentual de domicílios que já recebiam esse sinal cresceu de 57,3% (2016) para 66,6% (2017) e a parcela dos que não tinham nenhuma das três condições de acesso ao sinal digital (conversor, antena parabólica ou televisão por assinatura) caiu de 10,3% (2016) para 6,2% (2017).
De acordo ainda com a PNAD Contínua 2017, na população de 10 anos ou mais, a parcela que tinha celular para uso pessoal passou de 77,1% (2016) para 78,2% (2017). Em 2017, na área urbana, esse percentual era de 81,9%, e, em área rural, 55,8%. O percentual de pessoas com celular era menor entre as pessoas do grupo com 10 a 13 anos de idade (41,8%) e alcançou as maiores participações nos grupos etários de 25 a 29 anos (88,8%) e de 30 a 34 anos (88,9%), passando a cair gradualmente até os 63,5% entre os idosos (60 anos ou mais). Esse indicador foi de 41,8% entre as pessoas sem instrução e de 97,5% entre os que tinham superior completo.
Entre as 39,4 milhões de pessoas que não tinham celular, 25,7% alegaram não ter o aparelho porque era caro; 23,2%, que costumavam usar o celular de outra pessoa; 21,3%; que tinham falta de interesse em ter um e 19,4%, alegaram que não sabiam usar o celular. O percentual de pessoas que indicaram que o serviço de telefonia móvel celular não estava disponível nos locais que costumavam frequentar foi de 8,2%, em área rural e somente de 0,4%, em área urbana.
*Com informações do IBGE
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