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Latência alta é o calcanhar de aquiles do 4G no Brasil

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo* - 16/01/2019

Um estudo feito pela consultoria OpenSginal sobre a qualidade do 4G ofertada no Brasil mostra que a latência é o calcanhar de aquiles do serviço no País. O relatório mostra que a Claro foi a operadora com o melhor resultado: 68 milissegundos. A TIM ficou com 68,8 ms. A Vivo com 78,9 ms. E a Oi com 79 ms. A OpenSignal adverte que o País precisa melhor muito nesse quesito: " muitas operadoras já conseguem latência abaixo de 30ms no 4G. A média brasileira está muito alta".

De acordo ainda com o levantamento, a TIM  foi a operadora móvel com maior disponibilidade de sinal, com seus assinantes ficando 78,6% nas redes 4G, mas a Claro ficou à frente em três outros itens analisados: experiência de vídeo, experiência de download e de upload. O levantamento afirma que Vivo e Oi apresentam falhas nesses quesitos, com falhas de acesso para conteúdos que demandam resoluções mais altas.

O estudo também ressalta que o uso do 700 MHz para o 4G trouxe uma melhor qualidade de serviço para os assinantes, uma vez que a faixa propaga melhor o sinal e amplia a cobertura. Não por acaso, o desempenho da Oi é pior, uma vez que a tele não tem o uso do 700 MHz. O relatório adverte que  a qualidade de acesso a vídeos no celular é apenas satisfatória entre as quatro teles, com a Claro tendo um desempenhoo pouco melhor que as rivais. A operadora do grupo América Móvil também ficou à frente no quesito tráfego de dados, com velocidades de download e upload superior às de Vivo, TIM e Oi.

No ranking das cidades - com a participação de 13 capitais e o Distrito Federal - Belo Horizonte segue sendo a cidade onde há a maior disponibilidade do 4G, com a Claro com a rede mais rápida, 12,6 Mpbs. O Rio de Janeiro segue com a mais baixa disponibilidade, entre as principais capitais. Na análise do 4G no Brasil, a OpenSignal diz que o uso da faixa de 700 Mhz projeta um 'futuro brilhante para a banda larga móvel no país', mas observa que esse futuro poderia já ser uma realidade, o que significa que a expansão está acontecendo em um ritmo mais lento do que o esperado. As medições da Open Signal foram feitas entre 1º de setembro e 29 de novembro, com informações tiradas de aplicativos da OpenSignal instalados em 395 mil aparelhos. Ao todo, a consultoria compilou e analisou mais de 7 bilhões de dados obtidos no período sobre as redes móveis. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.



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