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Nuvem pública deslancha no Brasil e receita estimada é de R$ 2,3 bilhões

Convergência Digital
Por Roberta Prescott* - 06/02/2019

O mercado brasileiro de nuvem pública demorou para começar, mas agora tem tudo para deslanchar. A análise é de Pietro Delai, gerente de consultoria e pesquisa da IDC Brasil. Ao comentar a projeção de que a nuvem pública no Brasil chegará a US$ 2,3 bilhões em 2019 e vai crescer a uma taxa de 35,5% ao ano até atingir US$ 5,8 bilhões em 2022.

O executivo conversou com a imprensa durante o lançamento do IDC Predictions Brazil, que apontou segurança da informação, inteligência artificial, gestão de dados e big data analytics, nuvem pública, internet das coisas, arquiteturas modernas e DevOps, amadurecimento do mercado de dispositivos, SD-WAN e serviços gerenciados como as principais tendências no setor de tecnologia da informação e telecomunicações no Brasil em 2019.

Segundo a consultoria, o mercado de nuvem pública no Brasil tem muito para crescer. Enquanto o Brasil figura entre o quinto ou sexto mercado de TIC do mundo, quando o recorte mostra apenas computação em nuvem pública, a posição do País cai para 12ª ou 13ª. Esta diferença mostra que há espaço para crescer e as corporações parecem que já entenderam isto.

No Brasil, 49% das empresas que contratam serviços de nuvem pública já se enxergam como multicloud. "O mercado já enxerga multicloud como sendo um caminho, embora, o entendimento do que é multicloud não está para todos os gestores", diz Delai. Segundo ele, multicloud pode ser definida como tenho a infraestrutura espalhada em vários fornecedores, com camada de gestão e um processo de movimentação entre as nuvens.

A IDC aponta que brokers e provedores de serviços gerenciados de nuvem (managed cloud services providers) são fontes cada vez mais importantes para a contratação e diz que há um aumento de demanda por serviços gerenciados. Um dos motivos para o aumento de managed cloud service é que, depois de dois anos de crise, equipes mais enxutas e este modelo de contrato pode suprimir necessidades.

Questionado sobre o que impulsiona o aumento da nuvem pública, Delai apontou a escalabilidade e o tempo de atendimento ao mercado. "Hoje para subir um ambiente dentro de casa leva muito tempo, principalmente, com uma equipe enxuta. Se ganha agilidade", explicou. As empresas, reforçou a IDC, têm experimentado o modelo, mas ainda estão levando periféricos para nuvem, mas analisando com muita cautela levar os essenciais, o core.

"Vemos que a parte de relacionamento com o cliente está avançando, com as campanhas de marketing indo para nuvem. Se olhar da perspectiva das camadas, a parte de infraestrutura cresce em nível mais forte, com as empresas substituindo a completa atualização do parque por ir para nuvem", completou Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria de software e serviços da IDC. 

Serviços gerenciados

Em diversas previsões apresentadas pela IDC, os serviços gerenciados ganharam destaque. Eles constituem uma alavanca importante para a jornada rumo à TI flexível, um contexto no qual a nuvem exerce um papel preponderante para a flexibilização da infraestrutura de TI. Além disto, a IDC apontou que os serviços gerenciados de segurança se apresentam como uma forma de atingir melhores patamares de maturidade e mitigar os desafios de obtenção e retenção de talentos, enquanto os serviço gerenciados para SD-WAN avançam e geram oportunidades.

Para a IDC, 2019 será o ano de consolidação de SD-WAN no mercado brasileiro. Globalmente, até 2020, 80% das grandes empresas terão SD-WAN implementado, mas no Brasil a maturidade ainda é baixa, ainda que exista, entre os CIOs, o entendimento de que SD-WAN melhora a experiência do cliente e é habilitador de novos projetos. Para a IDC, serviços gerenciados para SD-WAN é importante oportunidade para operadoras e integradores em 2019, principalmente, devido à falta de capacitação da equipe de TI.

"O Brasil ainda está no início, não há um completo entendimento da tecnologia por parte dos CIOs e da TI, mas já houve uma evolução e ela seguirá", disse André Loureiro, gerente de pesquisa e consultoria de TIC da IDC. "Os CIOs estão entendendo que SD-WAN pode reduzir custos", completou. A IDC projeta que, no Brasil, cerca de 40% das grandes organizações utilização SD-WAN em alguns de seus sites em 2019.


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