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Brasil fica nas últimas posições em ranking mundial de uso de Big Data e Analytics

Convergência Digital
Ana Paula Lobo* - 03/06/2019

O Brasil subiu uma posição, mas continua entre os cinco países menos competitivos do ranking Anuário de Competitividade Mundial 2019 (World Competitiveness Yearbook), realizado pela escola suíça IMD e, no Brasil, em parceria com a Fundação Dom Cabral. Na lista, que avalia 63 países, o Brasil ficou em 59º lugar: em relação a 2018, houve um ganho de três posições.

De acordo com Carlos Arruda, diretor do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral e coordenador do estudo no Brasil, o avanço do país no ranking está relacionado à simplificação dos marcos regulatórios no país — entre eles a redução no número de dias para abertura de empresas (20,5 dias em 2019 contra 79,5 dias em 2018, tomando como base a cidade de São Paulo) e para exportação de serviços ligados à tecnologia da informação (55,9 em 2017 contra 54,7 em 2016).

“O ganho de posição se deve também a uma melhora nos investimentos estrangeiros diretos, US$ 88 bilhões em 2018 contra US$ 70,33 bilhões em 2017. Mas o alto nível de desemprego puxa para baixo os indicadores de desenvolvimento econômico”, acrescenta o coordenador. O Brasil ficou em último lugar (63ª) no quesito spread da taxa de juros (taxa média de 32,21% ao ano em 2018, enquanto a média de todos os países pesquisados é de 3,89%). Também teve desempenho ruim nos fatores ligados à relação entre setores público e privado: compliance dos contratos públicos (62º), burocracia (62º), equidade de oportunidades (62º), e balanço das contas governamentais (62º), corrupção (58º), transparência (51º).

“Corremos o risco de perder a força da capacidade empresarial de longo prazo e ficarmos igual à Argentina: com baixa eficiência do setor produtivo", afirma Arruda. O professor diz que o cenário negativo é comum à América Latina como um todo, uma vez que a produtividade da região tem se mantido baixa. "O Chile, que é líder em produtividade entre os latinos, foi da 35ª posição para a 42ª no relatório de 2019", acrescenta o pesquisador.

*Com Agência Estado


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