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AWS: Brasil dá passos importantes para ser cloud first

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann* - 12/06/2019

Afiada sobre as mudanças regulatórias que o governo brasileiro vem adotando nos últimos anos, especialmente a estratégia que privilegia a adoção da computação em nuvem para oferta de serviços digitais, a vice-presidente da Amazon Web Services para setor público, Teresa Carlson, alinha o país entre aqueles que estão se preparando para a transformação digital. 

“No Brasil, além do nível federal, estamos vendo as coisas acontecerem também em nível estadual. O que faz sentido, seja pela demanda dos cidadãos, mas porque são entes com legislações e orçamentos próprios”, afirmou a executiva em entrevista ao Convergência Digital durante o 10º AWS Public Sector Summit, que acontece nesta semana em Washington, nos Estados Unidos. 

A AWS tem motivos para festejar o país, sua principal base na América Latina, e onde se tornou a fornecedora do que é a primeira ‘nuvem federal’, caminho pelo qual o governo quer fornecer serviços digitais. E já defende que o Brasil dê mais um passo, replicando o modelo de aquisições desenvolvido no Reino Unido para compras públicas de tecnologia. 

“Estou muito animada com o que estamos vendo no Brasil, porque vemos que estão sendo dados passos importantes. Mas uma coisa que poderia ser replicada no Brasil é a experiência do Reino Unido, que criou o que eles chamam de G-Cloud para licitações”, disse Teresa Carlson. Trata-se de um sistema criado ainda em 2012 pelo qual fornecedores, especialmente pequenas empresas, oferecem diferentes serviços ‘comoditizados’, como armazenamento, software e suporte, prestados por meio de ‘nuvem’ e oferecidos num ‘marketplace’ online semelhante as lojas de aplicativos. 

“Foi uma solução muito disruptiva, criada numa época em que o governo britânico gastava 90% do orçamento de TI com apenas 10 fornecedores. E isso tinha impactos financeiros e de segurança nos contratos, porque só era possível ter um número limitado de patches, por exemplo. O que deixava a escolha entre segurança e escalabilidade. Então eles foram além da ‘nuvem primeiro’, é ‘nuvem nativa’”, afirmou a vice presidente da AWS. 

* Luís Osvaldo Grossmann participa do Public Sector Summit a convite da AWS


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