TELECOM

Para Enel, clandestinidade é maior entrave ao uso de postes por telecom

Luís Osvaldo Grossmann ... 25/06/2019 ... Convergência Digital

Um dos principais problemas para a expansão das redes de telecomunicações nas grandes cidades é como resolver o uso dos postes do setor elétrico como estruturas de suporte aos cabos, cada vez mais de fibras ópticas. E para quem detém os postes, a experiência já indicou que nem cortar os cabos resolve. O caminho seria o compartilhamento dos cabos. 

“As operadoras têm que ocupar apenas um ponto, manter identificados os fios, seguir plano de ocupação, solicitar compartilhamento, além de regularizar pelo menos 2,1 mil postes ao ano. Hoje, a clandestinidade é conveniente. Não há responsabilização. Cada um coloca sua rede no poste e esquece do resto”, afirma o diretor de regulação mercado Enel, antiga Eletropaulo, Sidney Simonaggio. 

Segundo ele, no caso específico da empresa paulista há pelo menos 300 operadoras competindo por espaço nos postes, mas somente cerca de 100 delas com relação contratual efetiva com a distribuidora de energia. “Para mudar e reordenar o caos, só com uma mudança radical no modelo de negócios. Se temos 8 mil operadores no país e só na nossa área cerca de 300, é preciso uma rede compartilhada única. Se cada um tiver o seu, não vai dar”, afirma. 

Mas o debate sobre o tema, promovido pelo portal Telesíntese nesta terça, 25/6, sugere que teles e empresas de energia não estão em sintonia. A Vivo sugeriu a adoção de um paliativo: estruturas que multipliquem os atuais seis pontos de fixação em cada poste para mais, até 10. Mas a proposta foi descartada pela Enel. Compartilhar mais pontos só fará que o excesso vertical vire excesso horizontal. Não vai rolar. Se o ambiente é de saturação, tem que mudar a solução. Não há regra que divida harmonicamente 6 pontos para 300 interessados”. 


Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições

Anatel vai licitar posições de satélite, mas muda termos para atender Claro e Hispamar

Proposta de leilão de 15 posições orbitais entrará em consulta pública por 20 dias. Mas como aumentou o prazo das atuais licenças dessas empresas, foi preciso alterar o edital. 

Orquestração de rede 5G é prioridade da Ciena

Fabricante descarta uma produção local no curto prazo, mas se surgirem oportunidades, a avaliação será feita, conta o gerente geral da Ciena no Brasil, Fernando Capella.

American Tower: "Seguimos olhando todo ativo compartilhável"

O CEO da companhia, Flavio Cardoso, diz que o investimento redundante em fibra óptica por conta do 5G não é eficiente e que é preciso pensar na economia comparitlhada. "Nós queremos ser os gestores desses ativos para evitar conflitos como o do uso dos postes nas grandes cidades."

Vivo investe em franquia para expandir rede de fibra ótica no Brasil

A estratégia envolve uma parceria com a gestora de infraestrutura American Tower e também um modelo de franquias sob a marca Terra, voltado para empresas de Internet. Vivo quer somar 1 milhão de domicílios cobertos com fibra pelos franqueados até 2021.




  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G