Home - Convergência Digital

Sindisat reclama da 'fome' das operadoras por espectro para o 5G

Convergência Digital - Carreira
Convergência Digital - 01/10/2019

As empresas que operam satélites no Brasil reclamam do constante apetite das teles móveis por mais espectro, e acusam a investida sobre o que consideram radiofrequências de uso satelital, especialmente na construção do primeiro leilão 5G no país, previsto para 2020. 

“Ainda nos surpreende a progressiva e constante investida do segmento móvel sempre em busca por mais espectro, inclusive daquelas faixas que já estão atribuídas e em uso por satélites de comunicação. Não satisfeitos com as faixas de 450, 700, 800, 900, 1.800 MHz, além do 2,1, 2,5 GHz, isso só para mencionar as que já estão autorizadas para uso, o segmento móvel ainda segue firme em sua jornada de pedir tudo para conseguir o desejável. Agora, após o 3,5 GHz, a banda C é o mais novo objeto de interesse”, dispara o presidente do Sindisat, Luiz Otavio Prates. 

“Tomando por base a essencialidade do espectro para o satélite, o Sindisat torna a defender a atribuição e a destinação das faixas já designadas para a tecnologia de satélites”, emenda o executivo. “Essa reiterada e contínua tentativa de destinação de faixas e mais faixas para compor o amplo portfólio de frequências do 5G é uma pauta que, se não definitivamente superada como é no caso de 28 GHz, com mais de 8 satélites já operando no Brasil nessa faixa, é, no mínimo, prematura.”

Até aqui, a Anatel alinhou nacos das faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz para o que se anuncia o maior leilão de espectro já realizado pela agência reguladora brasileira. O plano é de que essa oferta pública seja realizada em algum momento de 2020. 

“Não se trata de defender algo inovador e eventualmente impossível, mas de apontar caminhos, como o compartilhamento de rede em determinadas faixas, como a de 26 GHz, que possui ampla capacidade espectral, para uso simultâneo por diversas operadoras. Isso evitaria essa gana de abocanhar este recurso que é essencial para a indústria satelital.”

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

19/02/2020
CCT do Senado cria subcomissão para acompanhar leilão do 5G

19/02/2020
Defesa Cibernética: 5G do Brasil deve resistir a riscos de qualquer empresa ou nação

19/02/2020
Itamaraty: Norma para fatiar fornecedores no 5G é dispensável

19/02/2020
Vivo: Controle de segurança sobre a Huawei é igual a de qualquer fornecedor

19/02/2020
Anatel: Quem escolhe fornecedor 5G são as teles vencedoras do leilão

18/02/2020
Senado chama GSI, Anatel e Huawei para debater disputa entre EUA e China pelo 5G

18/02/2020
Brasil terá 6,2 bilhões de downloads de aplicações móveis até 2023

17/02/2020
Claro, Ericsson e Qualcomm fazem teste de compartilhamento dinâmico de espectro 5G na AL

17/02/2020
Consulta sobre edital do 5G começa a receber sugestões

12/02/2020
Huawei diz que está pronta para continuar parceria com as teles no 5G

Destaques
Destaques

5G exigirá uso de requisitos mínimos de Segurança Cibernética

Tecnologia é apontada como 'uma revolução na comunicação de dados, no potencial de emprego de equipamentos de Internet das Coisas e na prestação de novos e disruptivos serviços".

5G: Diretrizes genéricas deixam espaço para acordo entre teles e TVs

Portaria do MCTIC não detalha qual a solução para interferências, indicando somente “medidas de melhor eficiência técnica e econômica”. 

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Carro autônomo: decisões baseadas em dados vão evitar acidentes?

Por Rogério Borili *

O grande debate é que a inteligência dos robôs precisa ser programada e, embora tecnologias como o machine learning permitam o aprendizado, é preciso que um fato ocorra para que a máquina armazene aquela informação daquela maneira, ou seja, primeiro se paga o preço e depois gerencia os danos.


Copyright © 2005-2019 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site