INOVAÇÃO

BC contrata Dinamo Networks e faz acontecer o pagamento instantâneo

Ana Paula Lobo ... 09/01/2020 ... Convergência Digital

O pagamento instantâneo - que desponta como o responsável por encerrar a trajeteória do cartão de débito, os DOCs e TEDs por permitir pagamentos em tempo real - vai acontecer no Brasil este ano e o Banco Central recém-comprou  22 equipamentos HSMs - Hardware Security Module (HSM) da brasileira Dinamo Networks, em uma licitação orçada em R$ 1,350 milhão. O BC já recebeu oito equipamentos para iniciar a parte de testes para que, em julho, os bancos e fintechs possam se integrar à nova infraesrutura de pagamentos.

Os pagamentos instantâneos garantirão que a transmissão da mensagem de pagamento e a disponibilização dos recursos para o usuário final sejam realizadas em tempo real ou quase em tempo real (aproximadamente 20 segundos), disponíveis 24 horas, 7 dias por semana. A solução de Hardware Security Module (HSM) da Dinamo garantirá a segurança e a melhoria de performance dos processamentos das operações criptográficas dessas operações. Contou para a escolha da fornecedora o fato de ela estar finalizando o processo de homologação no NIST, principal órgão do mundo em segurança na área. O HSM da Dinamo também está homologado na ICP-Brasil.

"Os HSMs da Dinamo são montados em Santa Catarina e todo o software de criptografia, firnware, inclusive o protocolo de comunicação criado pelo Banco Central para dar mais segurança às transações, foram desenvolvidos em nossas unidades do Rio de Janeiro e de Brasília. Do ponto de vista de hardware, no ano passado, vendemos 120 máquinas grandes, como a comprada pelo BC, e 5000 mil máquinas de pequeno porte para pequenas e médias empresas, em especial, escritórios de advocacia. Para 2020, nossa meta é vender 500 máquinas grandes e 10 mil máquinas de pequeno porte. Esse é um mercado que só vai crescer", afirma em entrevista ao Convergência Digital, o especialista em segurança digital e CEO da DINAMO, Marco Zanini.

Um dado relevante: O Sistema de Pagamento Instantâneo seguirá padrões diferentes do Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB). Os HSMs da DINAMO Networks farão, por exemplo, a guarda das chaves de criptografia assimétricas, utilizadas para as assinaturas digitais das transações. Toda operação será assinada digitalmente e criptografada pelos HSMs DINAMO. Os appliances contam com um sistema de segurança lógica e física aderente e certificada por entidades nacionais (INMETRO) e internacionais e toda a gestão do processo estará centralizada no Banco Central.

"A decisão do Banco Central já mobilizou o mercado. Neste momento, estamos conversando com mais de 10 instituições, entre bancos tradicionais e fintechs. Todos precisam ter uma infraestrutura para jogar esse jogo", observa Zanini, em entrevista exclusiva ao Convergência Digital. Contou para a escolha da fornecedora o fato de ela estar finalizando o processo de homologação no NIST, principal órgão do mundo em segurança na área.

Como será?

Para realizar um pagamento instantâneo, o cliente deverá cadastrar na base de dados de um Provedor de Serviços de Pagamento Instantâneo com seus dados pessoais e bancários. Apenas com um smartphone com acesso à internet, conta em uma instituição financeira e o aplicativo de Pagamento Instantâneo será possível receber ou transferir dinheiro instantaneamente. Pessoas e estabelecimentos comerciais precisão somente do código de identificação, QR Code, para que os clientes realizem a leitura por meio de seus celulares. O código conterá todas as informações para a transferência instantânea dos recursos.

Atualmente mais de 35 países utilizam o modelo de pagamento instantâneo. Um exemplo é a China, que já usa essa forma de pagamento, por meio dos aplicativos AliPay e WeChat Pay. O AliPay com mais de 100 milhões de transações diárias e mais de 520 milhões de usuários, responde por 70% dos pagamentos móveis na China. 

O pagamento instantâneo será um fator diferencial no mercado financeiro brasileiro em 2020 e há uma incerteza do que acontecerá com as bandeiras de cartão com Visa, Master e Elo. Os cartões de débito devem sofrer muito a concorrência da nova tecnologia. "Mas não vejo fim do cartão de crédito. O parcelamento será uma realidade e haverá novos serviços. Muita coisa vai acontecer", preconiza Zanini.
 


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Autoridade Monetária selecionou a fornecedora brasileira para comprar 22 HSMs, voltados à segurança das transações por R$ 1,350 milhão. Todo o software usado é desenvolvido no Brasil. Nova infraestrutura pode ser a pá de cal nos cartões de débito, TEDs e DOCs.

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