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IT Careers - Convergência Digital :: Julia Corrêa :: 07/03/2008
É verdade que entre 2006 e 2007 o índice de desemprego decaiu menos entre as mulheres do que entre os trabalhadores do sexo masculino no Brasil, de acordo com um levantamento realizado pelo Dieese para marcar a passagem do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste sábado,08/03.. A pesquisa, conduzida em parceria com a Fundação Seade, aponta que na região metropolitana de São Paulo, o índice passou de 18,6% para 17,8% no período. Nas regiões de Salvador e Recife, o desemprego caiu de 27% para 24,8%. Mas embora o declínio tenha sido menor entre as mulheres do que os homens, as profissionais do sexo feminino viram seus salários crescerem mais, enquanto os homens registraram perdas salariais, segundo o Dieese. Com exceção da região metropolitana de São Paulo, onde o rendimento médio das ocupadas apresentou relativa estabilidade, nas demais regiões ocorreram elevações nos ganhos do trabalho feminino que variaram entre 7,0%, no Distrito Federal e 3,4%, na região metropolitana do Recife. O comportamento das rendas do trabalho recebidas pelos homens teve desempenho bem menos favorável. Em São Paulo, o rendimento masculino decresceu 0,5%, elevando-se nas demais áreas entre 5,3%, no Distrito Federal, e 0,5%, no Recife. Com isso, o diferencial das rendas do trabalho de homens e mulheres diminuiu generalizadamente. Ao mesmo tempo, uma pesquisa realizada recentemente pela Catho On Line mostra que o número de mulheres em cargos de liderança simplesmente dobrou nos últimos dez anos. Segundo a empresa de recrutamento e recolocação profissional, isto se deve ao fato de que as mulheres estão cada vez mais estudando, se aprimorando e se preocupando com suas carreiras. As mulheres atualmente vão muito além da graduação, elas fazem pós-graduação, MBA, inúmeros cursos extracurriculares e falam mais de um idioma. Ainda segundo a Catho, tudo isto têm feito com que elas se tornem candidatas cada vez mais bem preparadas para atuarem no mercado de trabalho e conquistem cada vez mais postos de liderança. Hoje muitas mulheres são gerentes, diretoras, CIOs e CEOs. A Xerox do Brasil, por exemplo, recentemente nomeou duas mulheres para cargos de gerência de duas importantes áreas. Ticiana Neves, de 34 anos, assumiu a gerência de Marketing para Cor da Área de Alto Volume (PSG), e Tatiana Sondahl, de 33 anos, é a nova gerente de marketing da linha para produtos de escritório. Em fevereiro deste ano, a Panduit Corp. também nomeou uma mulher, Gabriela Meraz, ao cargo de diretora de eventos globais e marketing de relacionamento da empresa. Minoria sim, mas por pouco tempo Além disso, cursos que eram predominantemente masculinos, como engenharia e ciências da computação, têm atraído cada vez mais garotas e a área de TI, a exemplo do que já aconteceu em muitos outros mercados nos quais elas já conquistaram posição de destaque, como medicina, direito, jornalismo e ciências, também vêm atraindo programadoras, desenvolvedoras, analistas e consultoras. Em TI as mulheres, estatisticamente, elas também ainda são minoria. Mas hoje vêm conquistando cada vez mais cargos e aumentando a sua participação nesta área. De acordo com Ilana Lissker, sócia da Search Consultoria em Recursos Humanos, esse ganho de terreno deve-se à maior valorização de algumas características, sabidamente femininas, em posições gerenciais. "No mercado de TI, entre os CIOs, podemos destacar a sensibilidade como uma característica valorizada, já que as mulheres conseguem entender melhor seus subordinados, trabalham melhor com suas dificuldades, são boas ouvintes e, ao mesmo tempo, sabem cobrar e ter uma postura firme", explica ela. Thayse Nonaka, diretora comercial da Dzyon Software, empresa de software há 20 anos no mercado, é um bom exemplo do que estamos falando. A jovem executiva assumiu recentemente a área comercial da companhia e esta ganhou uma nova metodologia de trabalho. Lá, Thayse busca dar igual importância à tecnologia e ao lado humano e vem conquistando ótimos resultados de venda. Além disso, a diretora comanda somente mulheres em seu departamento. De acordo com ela, a opção pelo sexo feminino não foi uma questão de escolha, mas de constatação. "Elas têm uma sensibilidade maior e conseguem entender melhor do que os homens as necessidades dos clientes, pois se envolvem mais e conseguem captar sentimentos", revela. Thayse conta ainda que a área de desenvolvimento de sistemas da Dzyon Software também é formada, em sua maioria, por mulheres. "Na área de desenvolvimento de software, o fato de o sistema ser concebido por elas o torna mais humano e dá certo conforto aos clientes", comenta. "A empresa tem recebido um feedback positivo dos clientes que apontam que nosso grande diferencial é o toque feminino", completa. Diante do quadro, o domínio das mulheres no mercado de TI é uma questão de Segundo ela, com presença cada vez mais expressiva no setor, são grandes as chances da próxima geração de líderes de tecnologia ser mais feminina e entre os principais diferenciais do tão erroneamente chamado sexo frágil estão: sensibilidade para entender o subordinado e trabalhar melhor com as dificuldades do mesmo, jogo de cintura, flexibilidade e postura firme. Principais áreas de atuação da mulher, segundo a Catho On Line: ÁREA 2007 2008 ADMINISTRATIVA 46,49% 49,18% COMERCIAL 31,50% 32,96% TECNOLOGIA 15,46% 16,06% RELAÇÔES PÚBLICAS 57,99% 60,53% SUPRIMENTOS / COMPRAS 24,06% 25,97% JURÍDICA 41,91% 44,15% INDUSTRIAL / ENGENHARIA 15,37% 16,46% RECURSOS HUMANOS 67,72% 69,78%
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