O primeiro lote de iphone 3G da Claro não deve dar nem para a saída. O presidente da operadora, João Cox, admite que os terminais disponíveis - 30 mil - devem esgotar rapidamente - vale lembrar que apenas no primeiro dia de anúncio da venda do celular da Apple houve uma procura de mais de 100 mil pessoas.
O segundo lote já foi pedido, mas não entregue. A operadora, inclusive, já fez pedidos até o final do ano. A produção local do aparelho da Apple seria recebida com alívio. "Certamente a carga tributária, em especial, o Imposto de Importação caíria muito o que teria um impacto nos preços", destacou o executivo, que admite "um forte subsídio" bancado pela Claro para ter os preços atuais.
"Vamos entrar num assunto que é a questão de impostos. È absurdo que telefonia pague mais imposto do que o setor de armas, por exemplo, ou de bebidas. Mas essa é a nossa realidade. O iPhone 3G é importado e tem um custo elevado por causa das taxas. O ideal seria uma fabricação local para reduzir os custos e ter os benefícios, mas essa é uma decisão da Apple", afirmou Cox, que concedeu entrevista à imprensa, nesta quinta-feira, 25/09. Os aparelhos estarão disponíveis já a partir desta sexta-feira.
Mas a chegada do iPhone 3G pode, em função da pouca quantidade de aparelhos, também trazer transtornos. "Sabemos que haverá uma grande procura e vamos contornar essa falta de terminais com atendimento de quem se inscreveu e, agora, com os preços revelados também confirmem o interesse. Já temos lotes pedidos à Apple até o final do ano. Esperamos receber o próximo já no mês que vem", declarou o presidente da operadora.
Os terminais serão vendidos, inicialmente, apenas nas 25 lojas próprias da operadora. "As franquias vão receber os aparelhos, mas precisamos que a Apple regularize a entrega dos aparelhos", completou Cox. O executivo fez questão de afirmar que a Claro - está fazendo um forte subsídio de preço para incrementar a venda do iPhone 3G - e também inovou ao fechar a parceria com o American Express/Bradesco e vender o terminal em 24 vezes.
"Essa é uma maneira que o cliente tem de ter o serviço com um custo bem acessível", reforçou Cox. Ele não quis falar sobre a concorrência, mas ao ser questionado se a operadora iria vender o iPhone 3G desbloqueado, afirmou que eles virão bloqueados, com a possibilidade do desbloqueio, conforme determina a legislação da Anatel.
"Mas tenho a certeza que o plano que fizemos, com franquias de minutos fará com que o cliente fique o nosso modelo. Nós estamos trazendo o iPhone para o Brasil. A concorrente em questão quer vender chip. Se trouxesse o terminal, venderia por um preço cheio, sem qualquer subsídio ou facilidade para o consumidor", desafiou.
Cox não quis fazer uma previsão de quantos aparelhos iPhone 3G serão vendidos até o final do ano na operadora. "Espero ter terminais para atender a todos. Tenho anos de mercado e nunca vi um produto que despertasse tanta atenção do consumidor. Ele virou um objeto de desejo". Os iPhone 3G não virão com conteúdo da operadora embarcado. "Há acordos com a Apple e vamos aguardar mais um pouco", concluiu o presidente da Claro.