Home - Convergência Digital
RSS Acesse as notícias via celular ou PDA Assine gratuitamente as nossas newsletters Quem faz o Convergência Digital Fale conosco Anuncie aqui
CD TV IT Careers Blog Capital Digital



Home - Internet

Uma única rede do Governo Federal sofreu três milhões de ataques em 2008

:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 11/05/2009

O combate ao cybercrime é questão de Segurança Nacional no Brasil. Até porque nunca se usou tanto a Rede Mundial como agora. A administração pública federal possui 320 redes informatizadas. E, em apenas uma delas, os ataques de hackers chegaram a três milhões em 2008. Nesses 'botes' estão incluídos diversos graus de riscos - dos menos graves aos considerados muito graves.

Eles vão dos spams e phishings - espécie de armadilha disfarçada de "clique aqui" - às tentativas de invasão com o objetivo de dominar uma máquina. Nessa rede governamental, o nome da empresa não foi revelado por questões de segurança nacional, houve 48 mil tentativas de invasão classificadas como graves e muito graves.

"Os incidentes que acontecem nas redes da administração pública são, em boa parte, tentativas de invasão, as quais temos de nos desdobrar para evitar a 'contaminação'", calcula o diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC), Raphael Mandarino Jr., em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital.

O DSIC é um braço do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e responsável por garantir tranquilidade às redes do governo - incluídas nessa cadeia não apenas as redes da administração direta, como às dos ministérios, mas de empresas de controle misto, como a Petrobras e o Banco do Brasil.

Apesar do grande número de ataques identificados, o maior dilema do DSIC está em enfrentar e combater, exatamente, o quê não é percebido. "Sendo bastante sincero, minha preocupação não está no que detectamos. Mas naquilo que eu não vejo, o que eu não peguei. E quanto a isso não tem estatística", diz o diretor do DSIC. Ele admite que é difícil saber quando um ataque foi bem-sucedido.

Aparentemente, segundo dados da DISC, a maior parte dos ataques vêm da China e do leste europeu. Mas não há certeza. "Não se sabe, mesmo internacionalmente, e nunca ninguém conseguiu provar que essas invasões partem realmente desses países. Se as pessoas estão lá ou se são usados computadores desses países", sublinha Mandarino. Do que foi identificado, sabe-se o que de pior aconteceu em uma das redes públicas: o sequestro de um servidor (a máquina, entenda-se, não o funcionário).

"O administrador colocou uma senha fraca e ela foi descoberta. Antes do administrador mudar a senha, a pessoa deixou uma mensagem dizendo: mudei a senha da máquina, se você quiser de volta é US$ 150 mil, ou US$ 250 mil, não me lembro exatamente. A máquina estava dominada", revela o diretor do DSIC. "Felizmente o hacker que fez também não era bom e em quatro ou cinco dias, descobrimos a senha dele e recuperamos a máquina", revela.

Com tantos ataques, não há como relaxar no DSIC. A rotina é de vigilância em tempo integral nas 320 redes da administração pública federal - Petrobras, Banco do Brasil e Serpro são contabilizados como uma rede cada, assim como, um ministério ou uma pequena secretaria. Em algumas delas, o controle é feito por robôs - software que patrulham a infraestrutura em busca de incidentes. E de um jeito ou de outro, todas os casos chegam aos computadores do Departamento.

"Mando entre 1.200 e 1.500 mensagens por dia para a rede dizendo que na hora tal, minuto tal, segundo tal, saíram tantas mensagens atacando redes do governo. Não digo quem é porque é uma questão de sigilo. Tenho um resultado satisfatório em 30% dessas comunicações. Ou seja, que está tudo bem, já foi identificada e fechada a porta de onde surgiu um ataque", explica Mandarino.

Os outros 70% são casos em que os ataques vieram de mais longe. "É quando o administrador de rede vê que o hacker entrou, mas veio de outra e simplesmente quicou aqui. Aí a comunicação fica entre esse administrador e a origem identificada por ele. Eu não tenho mais contato. Mas o importante para nós é que esse evento, aqui, acabou", diz o diretor do DSIC.


Enviar por e-mail   ...   Imprimir texto

:: Leia também:

:: 05/02/2010 19:10
Fábrica de chip brasileira recebeu aporte de R$ 400 milhões

:: 05/02/2010 15:30
TSE expande o uso da biometria no país

:: 05/02/2010 10:57
Alvarez: Redução de tributos para banda larga é problema para governadores

:: 04/02/2010 18:40
Importação de componentes para TIC desabou em 2009

:: 04/02/2010 16:53
Governo calcula em até R$ 14 bi o custo para massificar banda larga

:: 04/02/2010 16:00
CGI.br anuncia Zappiens.br, serviço gratuito de vídeos

:: 04/02/2010 13:50
Conheça as principais tendências para TIC até 2015

:: 04/02/2010 13:00
Google e NSA se unem para investigar ataque de hackers

:: 04/02/2010 12:10
Banda Larga: Setor privado reage à reativação da Telebrás

:: 04/02/2010 10:30
TST estabelece vínculo em terceirização na telefonia


Outras matérias desta seção:

ANTERIOR
STJ define compra fraudulenta pela Internet como estelionato

PRÓXIMA
STJ centraliza julgamento de crime cometido pela Internet





Fraudes na Internet justificam prisão preventiva
:: 01/02/2010 :: Internet
Num momento em que se discute leis para crimes cibernéticos, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha, manteve a prisão preventiva de Pedro Cezar Bessani Filho, acusado de liderar uma quadrilha de fraudes pela internet que provocou prejuízos de mais de R$ 300 mil a pelo menos 50 pessoas, em sete estados brasileiros.
Banda Larga popular: Telefônica promete serviço disponível em fevereiro
:: 29/01/2010 :: Internet
Depois de idas e vindas - em outubro foi a primeira a anunciar a adesão ao programa, mas pouco depois foi obrigada a suspender os planos porque o seu pacote envolvia a cobrança da assinatura telefônica - a concessionária aparou as arestas com o Governo de SP e promete ter o serviço a partir de 24/02.
Marco Regulatório não pode impedir a liberdade na Web
:: 26/01/2010 :: Internet
Ativistas e autoridades foram unânimes ao afirmar que o Marco Civil, em fase de elaboração no Governo, não pode afetar o direito à privacidade. A criação de uma lei para a Internet no Brasil foi tema de debate no Campus Party.

:: 08/02/2010 17:00 :: Telecom
Portabilidade numérica já beneficiou 3,8 milhões de assinantes

:: 08/02/2010 15:30 :: Inovação
Plataforma Android ganha treinamento na ENG

:: 08/02/2010 15:25 :: Gestão
Ericsson reformula e Brasil passa a ser unidade da América Latina

:: 08/02/2010 15:00 :: Inclusão Digital
Hotspots Wi-Fi não decolam no Brasil




Marco Regulatório da Internet: avanço ou ameaça?
:: Por Oliver Fontana*
Uma regulamentação do uso da web é bem-vinda, mas é preciso cautela e conhecimento técnico. Só assim é possível evitar ações que terminem na contramão das demandas populares.




:: Alog anuncia 25 vagas para São Paulo e Rio de Janeiro

:: Cloud Open Source é tema de fórum virtual promovido pela Red Hat

:: CTI capacita mais um turma de projetistas do Programa CI-Brasil





Copyright © 2010 Convergência Digital
Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.