Numa estratégia de comunicação, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, falou apenas aos grandes veículos de mídia sobre os problemas da rede de banda larga da concessionária. Em entrevista à CBN e à GloboNews, o executivo disse que a diretoria jurídica discutirá a proposta do fim da cobrança de multa pela fidelidade do speedy, como sugerido pelo MPF. Valente também tentou, mais uma vez, explicar os problemas do serviço."Não quero usar isso como justificativa para os problemas, mas a verdade é que o número de clientes do serviço cresceu oito vezes em 30 meses, assim como o tráfego. Há um maior consumo de vídeo, de aplicações que geram grande consumo de banda", explicou Valente, em entrevista ao jornalista Herodóto Barbeiro, da rádio CBN, nesta sexta-feira, 03/07. Questionado se esse 'tráfego excessivo' não poderia ter sido previsto de forma antecipada pela operadora, Valente destacou 'que em nenhum momento, a operadora quer subtrair a sua responsabilidade, mas essas questões de excesso de demanda e de tráfego são reais e obrigam mexidas na rede".Com relação ao pedido do Ministério Público Federal - que recomendou à operadora que cancele a cobrança de multa no caso de rescisão de contrato de fidelidade do Speedy em função dos problemas no serviço, Valente disse que a proposta está em análise na Diretoria Jurídica. Segundo ele, "a Telefônica fará todos os esforços para justificar os consumidores", mas não garantiu que a multa deixará de ser cobrada. Ao jornalista Carlos Alberto Sardenberg, na Globonews, na noite desta quinta-feira, 02/07, em mais um dia que a rede de banda larga da concessionária registrou instabilidade, Valente admitiu que as 'mexidas' que estão sendo feitas na rede - para assegurar o cumprimento do plano de ação entregue à Anatel - podem, sim, criar problemas para os consumidores. "Estamos fazendo um esforço grande para melhorar a rede e temos um cronograma que prevê ações em 30 dias. Esse período poderá registrar instabilidades. Mas estamos trabalhando para ter a melhor rede do país", declarou. Segundo Valente, a rede da Telefônica responde por quase 2/3 dos acessos banda larga do Brasil, comparando com o percentual de assinantes de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Porto Alegre.*Com informações obtidas da Rádio CBN e da Globonews
:: 04/02/2010:: Telecom
Estimativas do setor, que sustentaram a proposta do Minicom para o Plano Nacional de Banda Larga, chegam a R$ 75 bilhões em cinco anos. Já os cálculos da Casa Civil vão de R$ 3 bilhões a R$ 14 bilhões, sendo que esse teto inclui a prestação do acesso final aos usuários.
:: 04/02/2010:: Telecom
O presidente da Abrafix, José Pauletti, advertiu que se o Governo planeja se tornar prestador de serviço de telecomunicações, através do Plano Nacional de Banda Larga, não poderá, mais à frente, acusar as empresas de telefonia de terem reduzido investimentos no setor.
:: 03/02/2010:: Telecom
O presidente da tele, João Cox, se mostrou preocupado com o fato de a faixa não ter escala suficiente. E fez um alerta: "Espectro não é um imovel que se compra e guarda para especulação". O executivo foi ainda simpático as operadoras virtuais, as MVNOs.
E se faltar espectro para os Jogos Olímpicos de 2016? :: Por Eduardo Prado*
Pode ser uma pergunta inofensiva faltando seis anos para os jogos no Rio de Janeiro, mas estamos cuidando do bem público espectro de freqüências como deveríamos?O questionamento é feito pelo analista Eduardo Prado.