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"O que o Brasil mais precisa é de mercado", diz Rogério Santanna

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:: Ana Paula Lobo e Luiz Queiroz* :: 15/10/2009 :: Banda larga  

Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e um dos principais defensores do uso da infraestrutura pública de fibra ociosa para levar serviços ao cidadão brasileiro, Rogério Santanna até tentou adotar um tom conciliador ao participar do Futurecom 2009.

Ele não descartou, por exemplo, a participação das teles no Plano Nacional de Banda Larga, desde que elas queiram, de fato, compartilhar suas redes. Santanna, porém, não resistiu e bateu nos que chamou de os 'órfãos da telefonia'. O executivo participou nesta quinta-feira, 15/10, do painel "Redes de Governo e a melhoria dos serviços públicos aos cidadãos com qualidade e eficiência", no Futurecom 2009. Em pauta, a evolução da oferta do governo eletrônico.

O titular da SLTI foi taxativo: "Não dá para ampliar a oferta sem infraestrutura. Quem mais acessa os serviços eletrônicos do governo são os excluídos, os que não podem pagar por eles." Santanna disse mais. "Monopólio estatal é ruim, o privado também é. E é isso que nós temos hoje no Brasil."

Para o executivo do governo, que terminou monopolizando o debate, as operadoras têm, sim, um papel no Plano Nacional de Banda Larga, mas ele defendeu a concorrência como absolutamente necessária. "Fala-se muito no mercado, mas o que o Brasil mais precisa é de mercado", disse.

"Há cidades com projetos digitais que não puderam fechar negócios simplesmente porque não tinham backbone, e o preço cobrado pela operadora local era exorbitante. Isso não pode acontecer em um país que precisa de banda larga como algo essencial", completou.

Santanna não poupou o ex-presidente da Anatel, Renato Guerreiro, também participante do debate, que divergiu da necessidade de uma rede pública de telecomunicações. Para o titular da SLTI, quem minimiza a banda larga é "órfão da telefonia e ainda acredita que o acesso à Internet poderá ser feito pelo telefone."

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