23/11/2018 às 18:15
Carreira


Saiba as reclamações mais comuns dos talentos de TI
Convergência Digital*

Na última década, a tecnologia passou de coadjuvante para uma área estratégica e de alto impacto para as empresas. Essa transformação fez crescer a demanda por profissionais qualificados e criou um desafio para a área de recursos humanos: comunicar, atrair e reter talentos desse mercado. O fato é que o Brasil não forma profissionais na mesma velocidade de crescimento desse setor.

Um levantamento feito pela Manpower Group, apontou que o Brasil é o segundo país que mais sofre com a escassez de profissionais qualificados. Cerca de 71% das empresas apontam ter essa dificuldade, revela Paulo Exel,diretor de operação da Yoctoo e com certificação em coaching. De acordo com o estudo, os profissionais de TI ocupam a oitava posição no ranking dos mais escassos, estando atrás de profissionais de nível técnico, artesãos, engenheiros e contadores.

Exel afirma que contratar e reter talentos torna-se uma missão cada vez mais desafiadora. O especialista elencou as cinco maiores reclamações dos  profissionais e o que os motivam  a trocar de emprego com frequência, mesmo em um cenário de crise como é o brasileiro.

#1 – Pouco ou nenhum contato com tecnologia de ponta: trabalhar em um ambiente ultrapassado e ter que lidar com tecnologias desatualizadas. Principalmente na área de desenvolvimento de software, faz com que os profissionais de TI se tornem extremamente insatisfeitos por usarem plataformas desatualizadas. Ter acesso a novas tecnologias e trabalhar dentro de um ambiente inovador são requisitos decisivos para essas pessoas que estudam, pensam e respiram tecnologia.

#2 – Liderança fraca e pouco inspiradora: a segunda maior queixa é com relação à liderança. Profissionais de tecnologia sente-se desmotivados quando não trabalham diretamente com um chefe inspirador. Essa liderança pode ser uma referência técnica, alguém admirável ou uma mentoria para a carreira. Quanto menor a capacidade de influência, motivação e de suporte em decisões, maior a falta de empenho dos liderados. Um grande desafio das empresas é identificar talentos que possuem habilidades de liderança, o que, infelizmente, ainda é umaqualificação muito rara nos profissionais ligados a tecnologia.

#3 – Rotina e falta de desafios: bons profissionais são motivados pelos desafios, em tecnologia isso não é diferente. O ambiente de trabalho e o propósito do cargo influenciam muito a decisão de aceitar outra oferta ou permanecer na empresa. Parte das reclamações está ligada à monotonia e rotina de trabalhos. Esse perfil de profissional quer se sentir desafiado constantemente e deseja ter a oportunidade de criar e lidar com coisas novas, além de atuar dentro de cases em suas áreas de especialização. Eles levam muito em consideração o tipo de projeto em que são envolvidos.

#4 – Pouca ou nenhuma flexibilidade: cada vez mais buscam flexibilidade no trabalho, principalmente com relação à horários e trabalho remoto. Regras rígidas, políticas empresarias burocráticas, pouco ou nenhum incentivo à autonomia drenam a energia e a motivação dos profissionais. Nesse sentido, medir o trabalho pelo resultado da entrega, políticas de bonificação e reconhecimento, flexibilidade, comunicação transparente com a liderança, cultura empresarial maleável e com propósito são elementos que devem ser construídos e desenvolvidos pelas companhias.

#5 – Remuneração não compatível com o mercado: Por último, porém não menos importante, é o salário e o pacote de benefícios. Profissionais qualificados sabem que seus “passes” estão valorizados. É claro que remuneração não é tudo. Qualidade de vida e os fatores acima pesam na decisão, mas seria ingênuo dizer que eles não estão atentos a quanto o mercado está pagando por suas qualificações.

 


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