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Uma em cada 3 PMEs se 'vira' para tratar de funcionário afastado por Covid-19

Convergência Digital - 26/05/2021

Além do faturamento mais baixo, resultado de uma crise econômica sem precedentes, a pandemia impôs outro grande desafio para as empresas: o afastamento dos trabalhadores por causa da Covid-19. Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), uma em cada três empresas brasileiras enxerga como principal desafio ter de lidar com a ausência de funcionários por causa da doença.

A pesquisa qualitativa, realizada junto a mais de 4 mil empresas de todo o país, mostra que 34% dos empresários citaram o afastamento como um dos principais problemas enfrentados. No levantamento anterior, realizado em outubro do ano passado, eram 22%.Nos setores em que não houve restrições de funcionamento, como indústria e construção civil, essa reclamação aumentou consideravelmente.

No setor industrial, 42% dos empresários apontaram o problema – ante 24% no levantamento anterior – , enquanto na construção o índice passou de 25% para 39%. Já no comércio, que ficou fechado nos momentos de pico de casos e mortes, o número se manteve: 25%. Nos serviços, as empresas que citam afastamentos passaram de 18% para 32%.

Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, explica que embora o percentual de apontamento do problema seja maior nos setores industrial e de construção, é nos setores que concentram o maior número de pequenas e médias empresas que o problema é mais difícil de ser contornado.

“Os setores mais impactados pela pandemia, como serviços e comércio, já estão com uma grande limitação no quadro de funcionários, com menos pessoas trabalhando. Quando um adoece, fica mais difícil lidar com isso. Já na indústria, as empresas conseguem substituir mais facilmente o funcionário afastado”, pontua o economista.

Ao jornal O Tempo, o economista Eduardo Luiz Alves diz que é preciso haver um robusto plano de ajuda para as micro, pequenas e médias empresas para que não sejam tão impactadas pela falta de profissionais. “Muitas dessas empresas não tem capital de giro e estão sofrendo para pagar as contas. Se um dia de produção é parado por falta de funcionário, quem vai pagar por esse dia? O problema é que os empresários estão buscando empréstimos para lidar com essas situações, mas não estão tendo acesso a crédito”.

De acordo com a Secretaria Especial do Trabalho, no primeiro trimestre de 2021, 13.259 segurados se afastaram de suas atividades em decorrência da Covid no país. Entre abril e dezembro de 2020, foram mais de 37 mil. Esses dados se referem a trabalhadores que precisaram de um afastamento superior a 15 dias.

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