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INOVAÇÃO

Brasileiro é eleito para seleto clube de fellows em gerenciamento da informação

Ana Paula Lobo ... 21/06/2021 ... Convergência Digital

Um dos expoentes nacionais do gerenciamento inteligente da informação, o brasileiro Walter Koch, foi nomeado “fellow” da AIIM (Association for Intelligent Information Management), organização criada em 1943 nos Estados Unidos e que hoje dá voz e insights para a comunidade internacional do gerenciamento inteligente da informação.

A AIIM é hoje uma referência na promoção de discussões sobre o estado da arte da informação, a exemplo dos algoritmos que oferecem proativamente a informação ao usuário, antes mesmo que pense em procurá-la. Isso é comum nas buscas online, quando consumidores são abordados com anúncios relacionados às suas últimas demandas, por exemplo.

Walter Koch é fundador e diretor da ImageWare (IWare), empresa de projetos, consultoria e certificação na área, tendo liderado projetos para empresas como a Andrade Gutierrez, ANP, Banco ABN AMRO, Bradesco, BOVESPA, CEMIG, CSN, Itaú Seguros, JP Morgan, Odebrecht, Petros, Sistel, TAM, Banco Itaú. Entre eles, destaca-se, o suporte dado à FEBRABAN no processo de definição do modelo brasileiro para a compensação de cheques por imagem.

Graduado em Processamento de Dados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em Análise de Sistemas pela UNIP – Universidade Paulista, Koch possui um mestrado em Engenharia de Produção pela UNIP. Em entrevista ao portal Convergência Digital, Walter Koch deixa claro que IA e ética estão cada vez mais integrados e reforça: a gestão inteligente da informação ocorre em dois momentos: na captura da informação e na recuperação da informação.

Uma das discussões à mesa referentes ao uso do algoritmo é relativa a ética do uso dos dados. Como o senhor entende a questão do viés e o seu impacto nas aplicações?

a humanidade terá que lidar com a questão ética. Estou negociando uma capacitação técnica com um britânico e o primeiro módulo do curso é sobre ética. Ele deixou claro que sem este módulo não tem curso. Ou seja, a indústria está procurando caminhos, seja por meio de gestão de mudança, seja por meio de regulações. O objetivo é tornar o uso da informação mais ético.

O Bradesco é uma das empresas investindo em gerenciamento inteligente de informação. Mas essa está sendo uma tendência nas empresas brasileiras?

A gestão inteligente da informação ocorre em dois momentos: na captura da informação e na recuperação da informação. A adoção da inteligência artificial na captura torna-se algo cada vez mais corriqueiro, pois somente com a adoção da IA conseguimos extrair e contextualizar a informação de forma que ela se torne cada vez mais útil. Já na recuperação, ainda estamos dando os primeiros passos, pois é necessário um modelo de metadados e a existência de vocabulários que permitam a cognição no processo de pesquisa. Podemos afirmar que boa parte dos produtos de capture management oferecidos no País já usa inteligência artificial, enquanto as grandes organizações começam a usar inteligência artificial também na gestão.

Há muito dado sendo armazenado. Mas como diferenciar o que é dado do que é informação real para o negócio?

Adoro a representação acima. Nesta imagem fica clara a importância dos metadados para a contextualização da informação. Deixa claro porque os modelos de metadados ficam cada vez mais importantes, já que a IA usa os metadados e não o dado propriamente dito. Exemplo: um arquivo .TIF com a imagem de um contrato é um dado. Alguns poucos metadados como tipo do documento, tipo do contrato, data e partes permitem uma primeira gestão arquivística do conteúdo.

Se aplicar inteligência artificial no reconhecimento e classificação do conteúdo do arquivo .TIF, extraindo informações como objeto, valor e endereço, passo a ter informação que pode contribuir para o negócio. Aplicando mais recursos de IA posso começar a aplicar semântica, e enriquecer as informações de tal forma que tenha utilidade até do ponto de vista de conhecimento. Suponhamos que o contrato seja de suco de tangerina, também deveria saber que pode ser de bergamota, poncã, mexerica, laranja-cravo, mimosa, .... permitindo que, no futuro, quando alguém procurar por contratos de mandarina, encontre este também.

O que significa ser "fellow" da AIIM (Association for Intelligent Information Management) representando o Brasil?

O Brasil esteve representado no corpo de Fellows da AIIM na década de 90 por conta de ações na área da micrografia. Com a participação neste colegiado, hoje, passamos a ter acesso mais rápido ao que está acontecendo no mercado. Por exemplo, o primeiro convite foi para participar do grupo que avalia o uso do PDF/R para imagens de documentos em vez do PDF/A. As atenções para o Brasil também aumentaram. Vejo que os meus posts no LinkedIn têm bem mais visualizações vindo do exterior que no passado, aumentando as perspectivas de negócios para o País.


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