10/05/2021 às 10:41
Internet Móvel 3G / 4G


TecBan, Claro e Ericsson levam 5G para caixas eletrônicos
Convergência Digital

A TecBan, a Claro e a Ericson lançaram o primeiro caixa eletrônico com tecnologia 5G da América Latina. A parceria permitirá o desenvolvimento de novas aplicações 5G, especialmente direcionadas para o mercado financeiro. Usando soluções corporativas disponibilizadas pela Embratel, o trabalho conjunto possibilitará uma gestão inteligente do funcionamento dos ATMs, garantindo uma nova experiência para os consumidores da maior rede independente de autoatendimento no País, o Banco24Horas. Entre as funcionalidades que poderão ser disponibilizadas aos clientes, estão a disponibilidade de soluções de atendimento por videoconferência e a distribuição da tecnologia via hotspot WI-FI.

O primeiro caixa eletrônico com 5G no Brasil está localizado em ambiente controlado em Alpahville, na região metropolitana de São Paulo. Com a utilização da tecnologia, já foram observados os avanços propostos pelas especificações da nova rede relacionados a alta disponibilidade do serviço de telecom, o menor tempo de resposta e a maior velocidade (largura de banda) para todas as aplicações ativas no caixa.

Segundo Robert Baumgartner Junior, Diretor de TI e Telecom da TecBan, a integração com o 5G permitirá incorporar uma série de novas soluções para aprimorar a experiência do usuário final, o processo operacional e a segurança dos terminais. "As possibilidades são infinitas. Os Banco24Horas com 5G poderão se transformar em pontos de mídia digital com streaming de vídeo de alta qualidade, por exemplo. Em termos de segurança, o advento permitirá o monitoramento de vídeo e vigilância dos pontos de autoatendimento em tempo real, com melhor qualidade de imagem para os operadores remotos. Será possível ainda, por meio da análise das imagens das câmeras de vídeo, avaliar a fila de pessoas, permitindo calcular o tempo de espera em um determinado terminal", revela.

Além de trazer o benefício da rede 5G para o Banco24Horas, a TecBan, por meio de sua operadora de Telecomunicação, a TBNet, também pretende expandir sua oferta de serviços para as agências das instituições financeiras, assim como para o setor de varejo, valendo-se dos ganhos de escala e de produtividade habilitados pela tecnologia, que comporta um volume de tráfego muito maior que as redes móveis celulares atuais, permitindo qualidade de serviço e baixa latência comparáveis aos acessos em fibra óptica. Outra novidade é o estudo para o possível uso da tecnologia 5G com realidade virtual embarcada para auxiliar técnicos de campo e vigilantes dos carros-fortes, para fins de manutenção dos caixas eletrônicos e para proporcionar mais segurança no transporte de valores e recarga dos terminais.

André Sarcinelli, diretor de Engenharia da Claro, confirma que a aplicação do 5G no mercado financeiro vai expandir consideravelmente as possibilidades de desenvolvimento de novas soluções, com impacto direto na experiência de uso dos consumidores e em melhorias para o negócio em si. "As redes LTE, disponíveis atualmente, já atendem a muitas necessidades deste mercado. Porém, a implantação da nova tecnologia agregará novos recursos, como alta confiabilidade e soluções de rede orientadas às características do negócio, com funcionalidades adicionais e otimizações que podem contribuir de forma significativa para a evolução do sistema financeiro no País", afirma. A Claro e a Embratel envolveram na iniciativa o beOn Claro, hub de inovação da operadora.

A iniciativa envolve a TecBan, a Claro e a Embratel, uma das principais integradoras de soluções digitais corporativas do Brasil, além da Ericsson, que desenvolve os equipamentos para redes 5G. A Claro e a Embratel se envolveram na iniciativa o beOn Claro, seu hub de inovação. Para o vice-presidente de Negócios da Ericsson para a conta Claro Brasil, Tiago Machado,  a oferta só é possível graças à cobertura 5G, que pode, por exemplo, criar um meio de transporte de dados sensível, por meio de um 'caminho dedicado' para fazer a comunicação mais rápida, com latência muito baixa e muito segura entre a central e as agências, além de possibilitar uma capilaridade maior para as instituições financeiras, ajudando na inclusão digital e na bancarização da população.


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