Clicky

Anatel quer usar Funttel, mas não prevê regras sobre Open RAN

Luís Osvaldo Grossmann ... 17/06/2021 ... Convergência Digital

A Anatel sinaliza que o uso de Open RAN pelas operadoras de telecomunicações brasileiras deve ser um movimento conduzido pelo mercado, sem qualquer intervenção regulatória – no máximo com a possibilidade de algum tipo de ‘sandbox’ que facilite a certificação de novos equipamentos. Para o conselheiro Carlos Baigorri, o trabalho deve ser voltado a incentivos, inclusive econômicos, deixando fornecedores, operadoras e Big Techs se entenderem sobre a nova onda tecnológica.

Como é uma questão tecnológica, acho complicado a Anatel colocar metas de Open RAN, seja 10%, ou ‘usem Open RAN’, ou até um selo de Open RAN ‘compliant’. Neste momento não vejo qualquer necessidade de intervenção regulatória. É mais uma questão de fomentar, com P&D, com recursos do Funttel, com sandbox regulatório na certificação, ou coisas desse tipo. A gente quer ajudar, e neste momento qualquer intervenção pode mais atrapalhar do que ajudar”, afirmou Baigorri nesta quinta, 17/6, ao participar do e-Fórum Open RAN, promovido pela Network Eventos.

Segundo ele, a Anatel já está dando passos no campo dos incentivos. O primeiro foi a criação de um grupo de trabalho sobre Open RAN, onde o tema é discutido por diversos atores do mercado. O próximo será a assinatura de um termo de execução descentralizada com uma universidade pública para ampliar o conhecimento da agência sobre o tema e, especialmente, apontar os potenciais mais promissores para o Brasil.

“Estamos colocando diversas perguntas, em três grandes grupos. Algumas de natureza tecnológica, mais amplas, sobre os benefícios do Open RAN, que é um conceito muito amplo. Tem uma parte sobre onde estão as janelas de oportunidade para o Brasil, as capacidades que o país tem para aproveitar isso. Tem uma questão regulatória econômica, sobre os tipos de incentivos, alavancas regulatórias e políticas públicas podem ser utilizadas. E, finalmente o ponto de vista jurídico, quais as competências, o que a gente pode fazer, quem pode fazer o quê. É uma pesquisa bem ampla, são dez produtos, e espero poder divulgar esse cronograma no início de agosto.”

Para Baigorri, a experiência da Anatel com metas para adoção de tecnologias nacionais em redes de telecomunicações – caso do primeiro edital do 4G, em 2012 – não trouxe bons resultados. “Chegou a ter colocação na Anatel sobre ter meta no edital do 5G para um percentual mínimo de Open RAN. Mas é muito cedo para isso. Em outros momentos se colocou metas de tecnologia nacional em editais e eu, enquanto SCO [Superintendente de Controle de Obrigações], instruí um monte de PADOs [processos administrativos] descaracterizando as infrações porque simplesmente não tinha a tecnologia para cumprir. O histórico de uma intervenção muito forçada pode ser prejudicial, enquanto o fomento é mais adequado. E temos fundos. Tem Funttel, tem FNDCT, tem muito dinheiro para ser focado.”


Internet Móvel 3G 4G
Movile vai às compras com novo aporte de investidor global

Grupo global de Internet, Prosus, é o principal investidor da desenvolvedora de negócios como iFood, MovilePay, PlayKids, Afterverse, Sympla e Zoop, e completou o aporte de R$ 1 bilhão não empresa nacional. Games entram na mira.

Wi-Fi 6E Brasil 2021 - Cobertura especial - Editora ConvergenciaDigital

Wi-Fi 6E: o futuro da infraestrutura do Wi-Fi

As faixas de 2,4 GHz e de 5 GHz estão congestionadas no Brasil e torna-se urgente ter mais frequência por mais capacidade e eficiência, afirma o chefe de Tecnologia da CommScope para Caribe e América Latina, Hugo Ramos.

Veja mais matérias deste especial

Teles sugerem prêmio às cidades que facilitarem antenas de 5G

Ideia é copiar marco legal do saneamento e pontuar os municípios com regras amigáveis à telecom em ranking de acesso a recursos públicos e convênios. 

Anatel adia decisão sobre uso de ‘white spaces’

Proposta prevê uso secundário e por dispositivos de radiação restrita do espectro ocioso nas faixas de 54 a 72 MHz, 174 a 216 MHz, 470 a 608 MHz, 614 a 698 MHz. 

TIM convoca rivais para brigar por propaganda com Google e Facebook

Os planos de uma carteira digital única não andaram como o desejado, mas a TIM almeja uma plataforma única de publicidade. “Se nos reunirmos podemos competir com Google e Facebook em um mercado muito maior”, vislumbra o presidente Pietro Labriola. 

Embratel se diz pronta para migrar antenas parabólicas de Banda C para a banda KU

Empresa assegura ter todas as condições para atender aos radiodifusores brasileiros e, em breve, terá o Star One D2, que terá 28 transponders em Banda C, 24 transponders em Banda Ku, um payload em Banda Ka, além de Banda X para uso militar. 




  • Copyright © 2005-2021 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G