Convergência Digital - Home

Órgão especial do TJ/SP valida acordo de R$ 1,3 bilhão com a Microsoft e enfrenta CNJ

Convergência Digital
Ana Paula Lobo* - 08/04/2019

O Tribunal de Justiça de São Paulo deu, por unanimidade, aval à contratação da Microsoft em um contrato bilionário - orçado em R$ 1,3 bilhão para a criação de um novo sistema judicial eletrônico. A decisão veio depois da convocação, às pressas, de uma sessão extraordinária do órgão especial do Tribunal, compostso por 15 desembargadores antigos e 15 desembargadores eleitos.

A reunião, realizada nesta segunda-feira, 08/04, foi amplamaente favorável à Microsoft e ao novo contrato e resultou em um ofício anexado à defesa do projeto que será apresentado nesta terça-feira, 09/04, ao Conselho Nacional de Justiça, para reverter a suspensão do contrato, determinada em fevereiro e mantida no dia 12 de março.

Segundo reportagem do portal Conjur, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel de Queiroz Pereira Calças, foi taxativo: "Não vim pedir autorização para ninguém", disse o presidente aos desembargadores que compõem o colegiado. "Apresentei de livre e espontânea vontade por respeitar o Órgão Especial", completou ressaltando a competência da presidência do tribunal de celebrar o contrato com a empresa norte-americana.

Mas o clima estava bem favorável à mudança de tecnologia. As juízas Maria Rita Rebello Pinho Dias, Paula Lopes Gomes e Leandro Galluzi dos Santos apresentaram a nova plataforma de Justiça L-EX aos desembargadores. Segundo as magistradas, o gasto anual com o atual sistema SAJ, da empresa Softplan, é de R$ 243 milhões e a expectativa é de que, com a Microsoft, em dez anos, seja economizado mais de R$ 867 milhões — sendo R$ 712 milhões com a redução do data center, uma vez que a nova plataforma será construída em nuvem.

Entre os principais benefícios apresentados estão a diminuição da instabilidade — foram computadas cerca 2,5 atualizações por semana que seriam de correções de erros —, maior capacidade de processamento de dados sem espaço físico e maior segurança. Além disso, o TJ-SP também deverá se beneficiar das atualizações dos serviços Microsoft.

No seu voto, o vice-presidente do TJ São Paulo, Artur Marques da Silva, diz que, mantendo as atuais condições de tecnologia, 'o Tribunal teria de assumir um custo de R$ 900 milhões em 2021 para a construção de um data center próprio e que a decisão de contratar uma empresa terceirizada foi respaldada por decisão do Banco Central, que liberou a contratação de serviços de nuvem pelas instituições financeiras fora do Brasil, conforme a resolução 4658/2018".

Ao mesmo tempo, "observou que a atual fornecedora do sistema judicial eletrônico, a catarinense Softplan, não revelou, de acordo com o vice-presidente do Tribunal de Justiça, a intenção de abrir o código fonte do seu sistema e o acordo fechado com a Microsoft, segundo ele, tem uma cláusula que obriga a abertura do código fonte para o Tribunal."

Ainda de acordo com o portal Conjur, os desembargadores acataram a decisão de o sigilo ter sido adotado em todo o andamento do processo de contratação da empresa. Segundo a defesa, a medida foi feita com base na Lei de Acesso à Informação, que permite que projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação não sejam divulgados porque as informações são passíveis de falsificação. O Convergência Digital disponibiliza a íntegra do voto do vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Artur Marques da Silva. Clique aqui.

*Com informações do TJ São Paulo e do portal Conjur



Ministério da Justiça escolheu nuvem da Oracle para atender ao consumidor

"A nuvem nos abre um novo catálogo de possibilidades para serviços", afirma o coordenador geral de infraestrutura e serviços do Ministério da Justiça, Leonardo Greco. Serviço consumidor.gov.br migrou para a Oracle no final de maio.

CSU avança de empresa de BPO para uma companhia de tecnologia

Com diferentes atividades, entre elas, processamento de transações eletrônicas de meios de pagamento e serviços de relacionamento com clientes, a CSU contratou o NICE Nexidia para melhorar os resultados dos negócios com uma abordagem consultiva e analítica.

Cientista de dados: seja investigativo, analítico e curioso

Não há um perfil delimitado para o cientista de dados, o que significa que ele pode ser um 'profissional mais rodado e experiente' ou uim jovem recém-saído das universidades. Mas há um ponto essencial: a multidisciplinaridade, aponta o professor e especialista em ciência de dados do Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação (IGTI), João Carlos Barbosa.

Destaques
Destaques

Fleury cria empresa baseada em ciência de dados e inteligência artificial

Saúde ID funcionará como um marketplace de serviços ligados à saúde e recebeu investimentos de R$ 50 milhões. O paciente terá todas suas informações de saúde integradas em uma única plataforma, que poderá oferecer às empresas e operadoras um serviço com algoritítimos preditivos.

No Brasil, empresas 'confiam, desconfiando' das multiclouds

Estudo, feito pela F5 com vários países da América Latina, mostra que as organizações têm menos confiança na capacidade da nuvem pública resistir a um ataque hacker voltada às aplicações. Escolha da nuvem é feita aplicação por aplicação.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Como controlar os gastos em nuvem privada?

Por Srinivasa Raghavan*

Se as empresas obtiverem melhor visibilidade do custo de cada serviço em nuvem que utilizam, poderão encontrar o equilíbrio certo entre eles, reduzir as despesas operacionais e obter o melhor valor possível da nuvem.

O caminho da cibersegurança passa pela nuvem

Por Felipe Canale*

Com organizações cada vez mais distribuídas, manter dispositivos em todos os locais ou usar produtos diferentes para trabalhadores remotos cria inúmeras brechas de segurança, além de custar muito e sobrecarregar os recursos de TI.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site