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Interferência nas parabólicas pode reduzir espectro para 5G

Convergência Digital - Carreira
Luís Osvaldo Grossmann - 08/05/2020

A garantia de convivência do 5G com a recepção das parabólicas, exigência da política pública expressa em Portaria do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, vai implicar em medidas adicionais para evitar a interferência. Entre elas, a redução do espectro disponível para a nova tecnologia, notadamente na ‘banda média’ a partir de 3,5 GHz. 

“Para garantir a recepção satelital pode ser necessário não só uma combinação de melhores filtros, mas uma definição de faixa de guarda, uma portadora menor, além de outras soluções específicas, como diminuição de potencia 5G, distanciamento, instalação de anteparos”, afirmou o presidente da Anatel, Leonardo de Morais, ao tratar do edital em evento online promovido pelo portal Tele.Síntese nesta sexta, 8/5. 

“Temos a questão de garantir a convivência e talvez os 100 MHz [de banda de guarda] precisem se tornar 120 MHz. Simulações que fizemos apontaram nesse sentido. Talvez precisemos de uma banda de guarda um pouco maior. E aí não necessariamente teremos os 400 MHz, mas 380 MHz ou alguma coisa nesse sentido”, completou. 

Além disso, uma das discussões à mesa prevê que a mencionada banda de guarda seja destinada para as aplicações privadas industriais, como demandam associações fabris e fornecedores de componentes. “Uma das críticas relacionadas à solução de mitigação é que ficou uma banda de guarda em faixa de espectro muito nobre, de 3,7 a 3,8 GHz. E uma forma de endereçar essa questão é destinar esses 100 MHz para aplicações industriais indoor, que portanto não gerariam interferência nos sistemas de TVRO. É uma agenda que está na agência.”

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