NEGÓCIOS

Se a bitcoin fracassar, o blockchain morre abraçado

Ana Paula Lobo ... 20/07/2020 ... Convergência Digital

Se o bitcoin fracassar, o blockchain como desenhado como plataforma aberta, morre abraçado, adverte o CEO da FastBlock, Bernardo Schucman, que há oito anos trabalha com blockchain e bitcoins, e que, hoje, mora nos Estados Unidos. O mais recente ato da sua empresa- especializada em mineração como serviço - foi a compra de um data center, em Atlanta, nos Estados Unidos. O espaço possui mais de 25.000 metros quadrados e é suficiente para dar conta da nova base, que opera 20 Megawatt de carga.

Por que Atlanta, nos EUA, e não um data center no Brasil? Bernardo Schucman é objetivo: Nos Estados Unidos, há regulamentação para bitcoins, o imposto é regulamentado; o setor industrial é regulamentado e a energia é muito mais barata. No Brasil, não há regulamentação e pior: há um estigma de que o bitcoin é 'coisa de bandido'. 

Até o fim do ano, a expansão do data center em Atlanta deve permitir chegar a uma potência de mais 30 megawatt, totalizando 50 megawatt de potência atribuída. Essa evolução será possível graças aos 4500 equipamentos instalados e aos 20 funcionários, entre eles engenheiros, que estão trabalhando na operação do data center. Desde o início do ano, a FastBlock já minerou cerca de 400 bitcoins.

No Brasil, salienta o CEO da FastBlock, o operador de mineração é classificado, na maior parte das vezes como um golpista financeiro. "E infelizmente, o velho negócio financeiro não tem nenhum interesse em quebrar esse estigma", relata Bernardo Schucman. Segundo ele, o Brasil poderia criar um polo de mineração perto de Itaipu, um antigo desejo pessoal. "Mas não avançou. Nos EUA, a Georgia construiu duas usinas atômicas para, entre outras ações, atrair a inovação da ciência de computação. Na verdade, Atlanta, hoje, pode ser considerada a Serra Pelada do minerador de bitcoin", adiciona.

Ao ser questionado do porquê de as bitcoins estarem ligadas ao cibercrime, o CEO da FastBlock lembra que o dólar é a moeda mais usada para pagamento de ações ilegais; as pirâmides financeiras estão ligadas às instituições bancárias e as empresas mais golpistas do mercado operam no mercado aberto. "O golpe do boleto acontece há anos e se perpetua. Por que? porque interessa ser assim. As bitcoins são usadas como qualquer outro meio para o ilegal, mas ficaram estigmatizadas. Repito: se a bitcoin fracassar, o blockchain afunda junto, abraçado", adverte Schucman.

No caso da FastBlock, por exemplo, uma das formas encontradas para 'quebrar' o estigma do bitcoin foi o de investir em auditoria, feita pela BDO. Hoje, são mais de 50 mil bitcoins mineradas e auditadas para investidores. "O Blockchain foi a primeira criação da ciência da computação intangível. É algo completamente diferente do que temos. Como meio de pagamento, precisa de tempo para se consolidar", sinaliza. Sobre a volatilidade da bitcoin, Schucman orienta: os interessados em investir em bitcoin precisam antes entender o que é a bitcoin para depois apostar nela.


Cientista de dados: seja investigativo, analítico e curioso

Não há um perfil delimitado para o cientista de dados, o que significa que ele pode ser um 'profissional mais rodado e experiente' ou uim jovem recém-saído das universidades. Mas há um ponto essencial: a multidisciplinaridade, aponta o professor e especialista em ciência de dados do Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação (IGTI), João Carlos Barbosa.

iFood compra SiteMercado e avança em entregas de mercadorias

Portal reúne vendedores em 476 cidades de 24 Estados do país. Valor do negócio não foi revelado.

Mercado celular despenca 30,7% no 2º trimestre

Dificuldades no abastecimento, fechamento do comércio por conta da Covid-19. Quase 800 mil aparelhos foram vendidos no mercado cinza, uma alta de 8,3% em relação ao mesmo período no ano passado, diz a IDC Brasil.

Dólar e pandemia derrubam venda de impressoras em 41% no Brasil

Preços chegaram a aumentar 21%. Projeção da IDC Brasil é de alguma recuperação, com 2020 fechando com recuo de 16%.

Registradoras financeiras usam blockchain para operar sistema de registro de ativos

A B3, CERC, CIP e CRDC, empresas autorizadas pelo Banco Central a operar sistemas de registro de ativos financeiros, adotaram a infraestrutura de blockchain corporativo Corda Enterprise da R3 para conversarem entre si.



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G