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Infraestrutura é o recurso escasso do 5G no Brasil

Ana Paula Lobo - 10/11/2020

O VP de relações institucionais da TIM Brasil, Mario Girasole, advertiu que o Brasil vive um paradoxo e um risco ao 5G. Segundo ele, o espectro é considerado um recurso escasso, mas com o leilão 5G, se resolve a questão do espectro, mas não se tem onde colocar a infraestrutura por falta de espaço.

Para Girasole, a Lei de Antenas foi um enorme avanço, mas não flui como deveria e há regras que deveriam ser revistas como a imposição de uma distância de 500 metros entre as torres. "É fato que há muita dificuldade para se ter infraestrutura no Brasil. Não adianta ter espectro para o 5G, mas não ter como instalar a rede", observou, ao participar do TIM Talks, realizado nesta segunda-feira, 09/11.

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, admitiu que é preciso avançar, mas lembrou que o silêncio positivo - que permite às teles construir suas redes se em 60 dias não houver a manifestação das autoridades públicas- é um ganho efetivo e pode minimizar a questão. Outro ponto é o fato de as antenas de pequeno porte, as small cells, não terem de passar por autorização para instalação também é um ponto relevante para o 4G e para o próprio 5G.

Artur Coimbra falou ainda que o Minicom, a Anatel e o Ministério da Infraestrutura trabalham em uma lista de rodovias prioritárias para serem atendidas pelas redes móveis. O executivo do governo afirmou que o decreto com as regras do 5G será ajustado para incluir essa listagem. "Reconheço que a portaria do então MCTIC que definiu as diretrizes para o 5G (Portaria 418/2020) não foi específica em relação a este ponto", afirmo Coimbra. Segundo ele, o trabalho está sendo feito em força-tarefa com a Anatel e com o Ministério da Infraestrutura. "Essa é uma reclamação antiga e precisa sim ser resolvida o quanto antes", pontuou.

Coimbra também falou sobre a necessidade de o Brasil deixar o  time de seis países do mundo que cobram pela ativação do terminal de Internet das Coisas. "Não podemos cobrar porque vamos inviabilizar o negócio de objetos conectados no País. As medidas estão em pauta e precisam avançar", frisou, lembrando que além do Brasil, hoje, cobram pelo dispositivo de IoT países como Itália e Nicarágua.

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