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Capacitação é chave para multiplicação da nuvem no governo

Convergência Digital
Ana Paula Lobo, Luís Osvaldo Grossmann e Pedro Costa - 22/10/2019

Especial - Mesa Redonda - Computação em Nuvem e o impacto nos serviços governamentais - Convergencia Digital

Se a primeira contratação de nuvem pública na administração federal traz em si uma nova qualificação técnica para os servidores, a disseminação da tecnologia também leva a uma revisão do próprio papel e das estratégias das áreas de TI nas organizações onde atuam.

A mudança ressalta, ainda, que o Poder Público igualmente precisa contar com o novo profissional da área de tecnologia, que repense a TI como serviço, que tenha qualificações para servir como um arquiteto de nuvem. 

Ao discutirem a importância da tecnologia, estratégias de implementação, dúvidas de migração e até temas de segurança da informação, gestores que estão diretamente envolvidos na transformação digital apontam caminhos, vantagens e dilemas da jornada digital. Lições que continuam a ser divulgadas pelo Convergência Digital.

Treinamento é essencial para futuras contratações 

O governo digital avança em duas frentes na administração pública. Ele começa pela trabalho de digitalização dos serviços, o que passa por compromissos dos próprios ministros de Estado, fortalecendo a presença da alta gestão nas questões centrais da TI. Internamente, a primeira contratação de nuvem pública serve de treinamento qualificado, seja para o melhor uso da tecnologia agora, mas também para garantir as futuras contratações de cloud. 

“Fomos até questionados se não estaríamos sendo muito retrógrados de fazer o processo com uma nuvem só. Mas como a gente entende que a tecnologia não está espalhada por todos os órgãos e a limitação de recursos humanos é muito grande, a ideia foi trazer um broker especialista em nuvem para nos ajudar a levar o conhecimento para todos os órgãos. O treinamento é essencial. Se não capacitar, vai ficar refém do broker. E estamos montando novos eventos de capacitação, porque é isso que vai potencializar o uso de nuvem no governo”, diz o diretor de operações compartilhadas da Secretaria de Governo Digital, Merched Oliveira.

Governo busca um novo profissional, o arquiteto de nuvem

Encontrar já os profissionais com conhecimento de computação em nuvem é uma difícil realidade. Mas o próprio mercado está em processo de ajuste, lembra o chefe de Infraestrutura e Serviços de TI da Polícia Rodoviária Federal, Fabio Williams de Sousa. Afinal o governo também precisa de um novo profissional, um arquiteto de nuvem, como define o executivo. 

"É um problema sério que estamos enfrentando no mercado. Hoje há uma nova visão, de arquitetos de nuvem. Um novo profissional, com um novo patamar de conhecimento, que vai ter que repensar toda a TI como serviço, sair do profissional básico que levanta uma máquina virtual, faz storage. Aquele profissional vai ter que ter um conhecimento a mais. E o afastamento do pessoal de desenvolvimento com área de infraestrutura vai ter que acabar. O pessoal vai precisar estar mais junto para colocar as aplicações em nuvem", afirma.

Transformação digital tem que chegar às equipes

Para órgãos públicos, a mudança dos modelos de contratação de infraestrutura para computação em nuvem talvez exija uma mudança de cultura ainda maior que nas instituições privadas. E ela não envolve apenas os braços operacionais da TI, e sim toda a gestão das instituições. 

“A partir do momento que os resultados começam a aparecer facilita bastante mostrar as vantagens. Aí você vai catequizando, mudando o mindset das pessoas, para entender que a TI não precisa ser essa estrutura pesada dentro das instituições, mas o setor que está trabalhando estrategicamente para que a instituição alcance seus objetivos”, afirma o diretor de TI do IFPI, Eduílson Carneiro.

Área de desenvolvimento precisa mudar foco 

A qualificação das equipes de TI que atuam na administração federal é fundamental para que esse novo tipo de contratação traga ao Poder Público tantas vantagens como as verificadas no setor privado. E mesmo que isso exija ginástica dos órgãos, é treinamento que precisa envolver não só aqueles que atualmente lidam mais diretamente com infraestrutura, assim como as áreas de desenvolvimento. 

“A equipe interna precisa estar se preparando. E não só a infraestrutura. Mas em especial também a equipe de desenvolvimento, pensar em novos sistemas focados para nuvem. A nuvem tem vantagens e desafios. Para usar de forma melhor é preciso conhecer como ela funciona. E é importante pensar em sistemas já focados nessa tecnologia para aproveitar melhor a nuvem”, aponta o coordenador geral de TI do Iphan, Sérgio Porto Carneiro.

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