NEGÓCIOS

IBM: "Estamos sempre olhando para ativos no Brasil e no mundo"

Ana Paula Lobo ... 03/12/2019 ... Convergência Digital

O governo mantém o seu projeto de vender as estatais de TI, Serpro e Dataprev, e indagado pelo Convergência Digital se os ativos interessavam, o presidente da IBM Brasil, Tonny Martins, mesmo não querendo falar diretamente sobre a possível privatização das estatais governamentais - o assunto ainda não está estudado internamente -  disse que a companhia 'está sempre olhando ativos para comprar no Brasil e no mundo, só que toda e qualquer aquisição passa pela matriz. Mas empresas interessantes são sempre avaliadas", pontuou, em encontro com imprensa realizado nesta terça-feira, 03/12, em São Paulo.

É verdade que há muitos condicionantes para a formalização do interesse de uma empresa privada em um órgão público - antes de mais nada saber o valor a ser cobrado e o modelo de edital e as regras a serem impostas na relação que se dará entre a empresa privada que comprar o ativo e o próprio governo - mas é fato que os serviços prestados por Serpro e Dataprev são 'atraentes' para uma fornecedora de serviços de TICs. E é o que a IBM cada vez mais se transforma ao se posicionar como uma fornecedora de soluções open source, reforçada pela aquisição da Red Hat por US$ 34 bilhões e já com todas as aprovações regulatórias no mundo.

Aos jornalistas, Martins comemorou o ano de 2019. "Foi um ano de crescimento significativo", reportou o executivo, sem revelar números. Para 2020, mesmo com a oscilação do dólar- que chegou a quase R$ 4,70 e do vaivém político e econômico não apenas aqui, mas na região e no mundo, o presidente da IBM Brasil manteve o otimismo. "A IBM está no Brasil há 100 anos. Já passou por várias situações. O mercado está ávido por novas tecnologias. Nos orgulha muito o fato de no Brasil, inteligência artificial ser confundida com o Watson, desenvolvido por nós", afirmou.

O presidente da IBM Brasil sustentou que o Brasil tem muito por consumir as novas tecnologias- como blockchain, Inteligência Artificial, Machine Learning e muito por digitalizar os serviços governamentais e privados. "A busca pela eficiência deveria ser uma prioridade para todo e qualquer setor do Brasil", reforçou.

IBM Open Ventures

No encontro com a imprensa, a IBM anunciou o lançamento do programa IBM Open Ventures no Brasil, uma iniciativa focada em inovação aberta que visa identificar e integrar scale-ups com soluções que resolvem os desafios mais urgentes de negócios com agilidade e qualidade em projetos transformacionais para diferentes indústrias. Serão 12 empresas escolhidas, sendo que três já foram definidas: Growth Tech, Tangerino e TNS.

"Não é um programa de aceleração. Não estamos investindo em startups com ideias, mas em startups com soluções já prontas para ajudar na busca da eficiência. Esse é o nosso mote", reforçou Tonny Martins. As scale-ups terão acesso a mais de 190 APIs da nuvem, assim como serviços IBM Watson, blockchain e IoT disponíveis em IBM Cloud. Além disso, eles também se beneficiarão dos serviços e portfólio da Red Hat para cloud e multicloud.

Elas farão parte também do ecossistema de inovação da IBM, já composto pelo IBM Research Lab, presente no Brasil desde 2011; pelo recém-criado Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial, em parceria com a Fapesp e a USP;  pela IBM Garage, seus especialistas e metodologia; pelo Hub IBM Blockchain em São Paulo, além de uma nova região (Multi Zone Region), composta por data centers interconectados para prover às empresas um nível superior de resiliência e disponibilidade.

Uma das empresas selecionadas é a Tangerino: criada para levar tecnologia e inovação aos setores de Recursos Humanos e Departamento Pessoal com uma solução que substitui os relógios de pontos tradicionais possibilitando o controle de jornada de trabalho em tempo real dos colaboradores por meio um de aplicativo instalado em tablets ou celulares. O sistema também diminui o tempo gasto para o fechamento de folha de ponto, automatiza diversos processos do DP e RH e possibilita a gestão de colaboradores externos ou em outros regimes de trabalho, como o home office.


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