INTERNET

Wi-Fi vira ativo estratégico para receita de dados das operadoras

Por Roberta Prescott* ... 20/02/2019 ... Convergência Digital

As redes fixas são essenciais para o tráfego IP mundial. Ao analisar o offload de tráfego de redes móveis (celular) para redes fixas (Wi-Fi), o estudo Mobile Visual Networking Index (VNI) 2019, da Cisco, mostrou que, em 2017,  54% do tráfego móvel total de dados foi por offload. A previsão é de que, em 2022, o porcentual chegue a 59%. No Brasil o tráfego offload representará 51% da rede móvel em 2022, dois pontos porcentuais acima dos 49% em 2017.

Giuseppe Marrara, diretor de políticas públicas da Cisco, assinalou que hoje a maior parte do tráfego é fixo cabeado e fixo saindo do Wi-Fi. Em 2022, essa composição ficará um pouco mais balanceada, mundialmente, com 29,4% do tráfego IP saindo de conexão fixa cabeada; 28,1% de rede fixa Wi-Fi a partir de dispositivos móveis; 22,9% de rede fixa Wi-Fi para aparelhos que apenas se conectam por meio de Wi-Fi; e 19,6% de redes móveis. “O offload das redes móveis para Wi-Fi é fundamental. Metade do tráfego móvel hoje já sai pelo Wi-Fi e, em 2022, será 59%. Há de lembrar que 5G interage com Wi-Fi de maneira única, quase imperceptível e transparente”, destacou.

Mundialmente, em 2017, o offload de tráfego mensal (13 EB) excedeu o tráfego móvel/celular mensal (12 EB). O número de hotspots de Wi-Fi (incluindo residenciais) quadruplicará entre 2017 (124 milhões) e 2022 (549 milhões), sendo que, no Brasil, este crescimento no Brasil será de nove vezes, passando de 2 milhões em 2017 para 18 milhões em 2022. “O Wi-Fi é, atualmente, um atrativo comercial, mas ele terá papel fundamental de complementariedade para as operadoras e elas vão ter de investir nisto”, afirmou Marrara, ressaltando, novamente, a integração de 5G com Wi-Fi.

Com relação à velocidade do Wi-Fi, o VNI apontou que a média mundial mais que dobrará no período, saltando de 24,4 Mbps para 54,2 Mbps, mas o Brasil permanecerá  abaixo da média mundial, com 9,3 Mbps em 2017 e chegando a 16,3 Mbps em 2022, ano em que a média de velocidade no Wi-Fi no País será inferior que à obtida pelas redes de telefonia móvel (19,7 Mbps).


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