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Huawei não pode ser usada para atrasar ainda mais o leilão 5G

Ana Paula Lobo - 06/08/2020

A Qualcomm não tem de participar da discussão sobre a participação ou não da Huawei no mercado de telecomunicações do Brasil, mas o Vice-Presidente de Relações Governamentais da Qualcomm na América Latina, Francisco Soares, afirmou, em coletiva online realizada nesta quinta-feira, 06/08, esperar que o embate sobre a Huawei não sirva apenas para adiar ainda mais o leilão 5G, agora, previsto para o começo de 2021.

"Essa questão é geopolítica e não nos cabe comentar. Mas, sim, nos preocupa que seja usada para retardar ainda mais o processo. O Brasil tem a chance de estar sem gap no desenvolvimento e no uso da nova tecnologia. Se atrasar muito o leilão, vamos ficar com diferença em relação a outros países", observou Soares. Ele também criticou o adiamento do leilão por conta da mitigação da interferência da banda C nas antenas parabólicas.

"Essa é uma questão de engenharia e há soluções técnicas melhores do que os filtros que estão sendo reivindicados. Sou favorável a colocar os serviços da faixa de 3,5GHz na banda Ku, na faixa de 15 a 18 GHz. O problema estaria resolvido", pontuou Soares.

Hélio Oyama, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Qualcomm, lembrou que a própria China é um exemplo do impacto do 5G. O país lançou o 5G no final do ano passado e já soma mais de 100 milhões de conexões ativas. Em maio, mesmo com a pandemia, as vendas de celulares já eram 50% com o 5G. Hoje já existem 375 dispositivos disponíveis para o 5G e esse número só tende a aumentar com a expressiva adesão de fabricantes chineses. "A competição massifica e reduz preço para o consumidor", completa Oyama.







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