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Leilão de 26 GHz terá disputa no Brasil

Ana Paula Lobo - 15/04/2021

O leilão da faixa de 26 GHz no Brasil terá disputa tanto pelas operadoras móveis como pelas operadoras fixas, acreditam o VP de Relações Governamentais da Qualcomm, Francisco Soares, e o diretor da Nokia Argentina, Guillermo Wichmann. Para eles, órgãos reguladores de países como o da Colômbia, que quer primeiro licitar 3,5GHz para depois fazer o certame de 26 GHz, erram ao adotar essa estratégia. Soares e Wichmann participaram nesta quinta-feira, 15/04, do evento 5G mmWave, organizado pela Network Eventos, em parceria com o Convergência Digital.

"Ondas milimétricas são estratégicas para o 5G. No Chile, que foi o único que já fez a licitação na região, a Claro comprou apenas a faixa de 26GHz. Ela é importante para áreas densamente povoadas e completa o 5G em outras faixas", observou Soares, da Qualcomm. Para Guillermo Wichmann, da Nokia, as ondas milimétricas têm papel central em soluções como cobertura de estádios de futebol, de ventos corporativos e esportivos, universidades e complexos industriais. "São relevantes e no mundo tem se visto que a faixa de 26GHz é mais barata do que a de 3,5GHz", observa.

Qualcomm e Nokia admitem que para as operadoras móveis, o investimento realmente é maior uma vez que exigirá ERBs mais próximas, mas ainda assim justifica-se o investimento para as grandes cidades, densamente povoadas, além da oferta de banda larga fixa móvel, com as CPEs, que têm um raio de até 7 quilometros.

No Brasil, ainda não saíram as regras para o uso da faixa de 26GHz, e a Anatel promete fazê-lo em breve, como disse o Superintende de Outorgas e Recursos à Prestação da agência reguladora, Vinicius Caram. Mas Soares, da Qualcomm, lembra que uma das expectativas é que a faixa não tenha compromissos de cobertura, mas, sim, de implementação da rede. No Brasil, um ponto relevante para o uso da faixa: ela está limpa e poderá ser ocupada tão logo se monte a infraestrutura.

Tanto a Qualcomm como a Nokia admitem que faltam dispositivos ainda, mas diz que já há terminais surgindo adaptados à faixa de 26GHz, inclusive, maquinários industriais. " A demanda existe e existirá. Temos o uso da faixa de 26GHz na Europa. Os dispositivos em 28GHz estão mais adiantados por quanto dos EUA. Mas a indústria já se mobilizou e terá os dispositivos, conforme a demanda cresça. E temos muito por avançar na América Latina", completou Francisco Soares, da Qualcomm.

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