06/04/2021 às 15:00
Telecom


Huawei: é cedo para dizer quem está dentro ou fora da rede privada do governo
Luís Osvaldo Grossmann

A Huawei ainda aguarda a publicação dos requisitos que o governo federal quer ver na rede privativa de comunicações, que será financiada com o leilão do 5G, para definir se tem ou não espaço para participar. 

Como afirmou nesta terça, 6/4, o diretor de cibersegurança e soluções da fabricante chinesa na América Latina, Marcelo Motta, o divulgado até agora não deixa claro eventuais limites ou impedimentos. 

“No que diz respeito à rede privativa, existe uma portaria, mas os requisitos ainda não estão completamente claros. Quem adquire a rede coloca requisitos, mas à medida que os requisitos estejam claros a gente pode avaliar nossa condição de participar ou não.”

O diretor da Huawei participou de reunião do Grupo de Trabalho sobre a implantação do 5G no Brasil, ao lado de representantes das outras fornecedoras de equipamentos de rede, Ericsson, Nokia e Samsung. 

Ele insistiu que “existe aderência dos fornecedores a requisitos de segurança cibernética e isso vale para quaisquer redes. Estamos aguardando os requisitos da rede privativa para avaliar nossa participação”. 

A portaria 1.924 do Ministério de Comunicações traz diferentes obrigações para o leilão do 5G, inclusive a “implantação de uma Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal”. 

Essa portaria diz essa rede deve usar “equipamentos projetados, desenvolvidos, fabricados ou fornecidos por empresas que observem padrões de governança corporativa compatíveis com os exigidos no mercado acionário brasileiro”.

Tal definição, na prática, não impede a Huawei de participar da rede privativa, a não ser que seja normatizada como exigência de ações na B3. Como essa restrição não existe na legislação sobre licitações no Brasil, difícil vingar. Assistam a posição da Huawei, através da participação do seu executivo Marcelo Motta, no GT 5G da Câmara Federal.


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