Home - Convergência Digital

América Latina restringe espectro e fica longe da meta da UIT

Convergência Digital* - 06/09/2018

Nenhum dos mercados latino-americanos apresentou ao longo de 2018, concessões para uma quantidade de espectro radioelétrico para serviços móveis superior a 50% do que foi sugerido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT)* em 2015. E apenas um único mercado licenciou o equivalente a mais de 30% do estimado para 2020 pelo órgão.

Até setembro, foram concedidos, em média na América Latina, 363,8 MHz de espectro para a oferta de serviços móveis na América Latina. Esta cifra equivale a cerca de 28,5% do sugerido pela UIT para 2015 (1.300 MHz) e 18,6% do sugerido para 2020 (1.960 MH no alto estágio), de acordo com o relatório "Análise das recomendações de espectro da UIT na América Latina 2018", publicado pela 5G Americas. O Brasil tem 609 Mhz disponível ( acesse a tabela).

O levantamento indica que o aumento sustentado na demanda de serviços de dados móveis, e uma maior adoção de smartphones tornam necessárias políticas de identificação de espectro para novas licitações e agendas previsíveis de concessão. No entanto, também é importante que este espectro identificado se encontre "limpo", ou que existam programas de despejo de bandas para permitir que este recurso seja utilizado sem interferências.

A análise resume a situação regional da seguinte forma: cinco países licenciados a 400 MHz, ou mais de espectro para serviços móveis, mais seis que estão no ranking de 300-400 MHz, e o restante dos países analisados concederam menos de 300 MHz na data. A falta de espectro suficiente para serviços móveis não apenas limita o crescimento da indústria das telecomunicações, como também impacta negativamente nos usuários e empresas que têm adotado as tecnologias móveis como um meio de acesso aos serviços e informações sobre internet.

Na região é comum encontrar altas penetrações de serviços móveis, medida entendida, como o total de assinaturas celulares divididas entre a população total. O relatório da 5G Americas apontou que, ao final de 2017, a penetração na América Latina estava sobre as 110 assinaturas para cada 100 habitantes, com mercados onde se contabilizavam mais de 140 assinaturas para cada 100 habitantes desde o final de 2017.

Desta forma, em razão estratégica para alocar mais espectro para os serviços de telecomunicações móveis, aprofunda o crescimento dos mercados móveis latino-americanos. Como referência, no ano 2000 tinham na região cerca de 60 milhões de usuários, cifra que já superava os 690 milhões no final de 2017.

Estas alocações de espectro também promovem o lançamento de redes celulares mais modernas por parte das operadoras móveis, oferecendo através de redes de quarta geração (4G, como LTE e LTE-Advanced) altas velocidades de download que chegam a superar as medidas sobre as redes cabeadas.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

03/06/2020
Claro bate rivais em banda larga móvel, TIM tem a menor latência

28/04/2020
Uninove e Vivo Empresas firmam parceria por conexão móvel gratuita para alunos e professores

07/02/2020
Femtocells terão tratamento igual a dos roteadores Wi-Fi na Anatel

14/11/2019
Liberação da faixa de 700 MHz aumentou velocidade e tempo de uso do 4G

25/10/2019
FCA e Sebrae lançam desafio de até R$ 100 mil para carro conectado

23/09/2019
UIT: Mundo tem dificuldade para levar Internet aos 3,7 bilhões desconectados

14/08/2019
Melhor horário para navegar no 4G é às 4 da manhã na América Latina

23/07/2019
TIM e Vivo vão compartilhar redes 2G e 4G em 700 Mhz

29/03/2019
Um terço dos brasileiros desperdiça dados móveis

18/01/2019
Brasil alocou 609 MHz para banda larga móvel

Destaques
Destaques

Tempo é um luxo que o Brasil não tem para fazer o 5G

Pesquisa da Omdia, ex-Ovum, em parceria com a Nokia, mostra que, nos próximos 15 anos, o 5G vai gerar R$ 5,5 trilhões para o País, sendo o governo beneficiado com o adicional de quase R$ 1 bilhão em receita com os serviços 5G.

Covid-19 fez smartphone virar agência bancária com 41% das transações financeiras

As transações bancárias feitas por pessoas físicas pelos canais digitais foram responsáveis por 74% do total de operações analisadas em abril, revela a Febraban.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Uma escolha de Sofia no leilão de 5G

Por Juarez Quadros do Nascimento*

Em um país democrático, como o Brasil, sem análise estratégica, não daria para arriscar em dispor, comercial e tecnologicamente, de “uma cortina de ferro ou uma grande muralha” para restringir fornecedores no mercado de telecomunicações.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site