Home - Convergência Digital

Na América Latina, 33% da população ainda não têm acesso ao celular

Da redação - 09/09/2019

A economia móvel gerou US$ 3,9 trilhões, ou cerca de R$ 15,8 trilhões, em contribuições para o conjunto da economia em 2018, segundo apura o estudo Economia Móvel 2019, da GSMA, entidade que reúne operadoras e fabricantes de telecomunicações. O montante equivale a mais de duas vezes o Produto Interno Bruto do Brasil em 2018, que ficou em R$ 6,8 trilhões. O valor é correspondente a 4,6% do PIB global.

Até 2023, a estimativa da GSMA é que essa participação oscile e chegue a 4,8% da riqueza produzida no planeta. Pelos cálculos da consultoria, esta economia gerou 14 milhões de empregos diretos e outros 17 milhões de indiretos. Ainda conforme o levantamento, em todo o planeta, 5,1 bilhões de pessoas usam algum tipo de aparelho celular. O número equivale a cerca de 67% da população mundial.

Se por um lado a penetração desses dispositivos é alta, por outro o crescimento tem desacelerado e deve ficar na taxa de 1,9% pelos próximos anos. A estimativa é que até 2025 o número de pessoas com esse tipo de serviço aumente em 710 milhões, chegando a 5,8 bilhões. Pelas previsões da consultoria, este total deve equivaler a 71% da população.

O crescimento da base de assinantes deve vir sobretudo da Ásia (cerca de metade dos novos usuários) e da África subsaariana (cerca de 25%). A projeção é que um contingente de cerca de 30% de todo o planeta deve permanecer sem condições de fazer uso deste produto nos próximos anos.No recorte por região, com o maior percentual de celulares está a Europa, com 85%. Em seguida vêm Comunidade dos Estados Independentes (80%), América do Norte (83%), América Latina (67%), Ásia e Pacífico (66%), Oriente Médio e Norte da África (64%) e África Subsaariana (45%). A variação da penetração dos celulares evidencia a persistência de desigualdades regionais no acesso a essa tecnologia.

O ano de 2018 marcou a hegemonia do 4G, que se tornou o principal padrão de conexões de dispositivos móveis no mundo, chegando a 3,4 bilhões, o equivalente a 43% do total. Do conjunto da base, 29% eram de conexões 2G e 28%, de 3G. Em 2025, a projeção da GSMA aponta que o 4G deve estar em 60% dos serviços.

De acordo com o relatório, o 5G, deverá contar, em 2025, com 1,4 bilhão de conexões, ou cerca de 15% da base total. A GSMA projeta ainda que as redes 5G vão agregar US$ 2,2 trilhões (cerca de R$ 8,9 trilhões) na economia global nos próximos 15 anos. Em 2025, a projeção é que a adoção da nova tecnologia móvel esteja mais avançada na Coreia do Sul, no Japão, nos Estados Unidos e na China.

*Com Agência Brasil

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

27/10/2020
Claro: 5G DSS não é marketing. É real e faz muito sentido no Brasil

26/10/2020
Americanet inicia testes de rede 5G em Pindamonhangaba (SP)

26/10/2020
Governo da Itália usa poder de veto e manda empresa cancelar acordo com Huawei

20/10/2020
EUA pressionam Brasil a banir Huawei em troca de financiamento para 5G

19/10/2020
NASA leva 4G e projeta 5G na Lua

15/10/2020
5G: Teles insistem em filtro nas parabólicas e rejeitam migração da TV

14/10/2020
Curso online gratuito da Huawei sobre 5G é agendado para 15 de outubro

14/10/2020
Sem antenas, Belo Horizonte pode ficar sem 5G

09/10/2020
TIM e TIP, liderado pelo Facebook, criam ambientes de testes OpenRAN na Inatel

08/10/2020
TIM: 5G do marketing chega logo, 5G de verdade, só depois do leilão

Destaques
Destaques

Conexão no campo pode render até R$ 50 bilhões em dois anos

Estudo do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) revela que, hoje, faltam quase 15 mil antenas e torres para ofertar o serviço necessário para a digitalização do agronegócio. Os números foram revelados no Painel Telebrasil 2020.

Vitor Menezes, Minicom: Vamos brigar por um leilão 5G não arrecadatório

O Ministério das Comunicações sinalizou às operadoras que trabalha para convencer os colegas de Esplanada a concentrar os valores envolvidos no leilão do 5G em compromissos de cobertura, minimizando o preço a ser pago ao Estado, afirmou o secretário de Telecomunicações, Vitor Menezes, ao participar do Painel Telebrasil 2020.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Internet 5G traz disrupção para Telecomunicações até no modelo de negócio

Por Eduardo Grizendi*

Na RNP, estabelecemos um objetivo estratégico ambicioso – o de prover uma ciberinfraestrutura, segura, de alto desempenho e disponibilidade e, ao mesmo tempo, ubíqua, onipresente, em qualquer lugar e a qualquer hora, para nossas comunidades de educação, pesquisa e inovação.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site