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TIM: Oi móvel é uma operação de venda para resolver um problema do setor

Ana Paula Lobo ... 06/05/2021 ... Convergência Digital

Os questionamentos feitos por diferentes empresas como a Algar Telecom, a associação NEO, TelComp, Idec, entre outras, à venda da Oi Móvel ao consórcio TIM, Vivo e Claro por R$ 16 bilhões, são naturais e fazem parte do rito do negócio, afirmou o vice-presidente regulatório e institucional da TIM, Mario Girasole, ao ser indagado pelo Convergência Digital se enxergava algum risco de a transação não vir a ser aprovada pelo Cade.

"Precisamos lembrar que a Oi Móvel é uma operação de venda para resolver o problema de uma empresa que passou por uma situação crítica e não tinha  alternativa a não ser vender ativo. A compra da Oi Móvel é uma solução de problema", pontuou Girasole.

O executivo diz que é preciso esclarecer: a oi móvel é um ativo e tem três pontos relevantes: frequência, que cabe regulatório, mas logo depois da compra veio o edital do 5G, o maior certame de frequência já realizado no Brasil, clientes, a divisão foi de posicionar os clientes da Oi para a operadora com o menor market share, e torres, onde não há questionamento regulatório. "Acredito que o único ponto com observação regulatório seria frequência, mas tudo foi feito de forma muito transparente e adequada às regras", adicionou.

As reclamações dos rivais com relação à Oi Móvel, mesmo tratadas como normais e parte do rito até porque a própria TIM já fez isso em outras ocasiões, são questionadas."Alguém colocou uma proposta à mesa para comprar o ativo? Não. E o ativo tem de ser vendido", salientou Girasole.

O CEO Pietro Labriola adicionou que se as frequências são tão importantes, todas deveriam participar do leilão do 5G." É difícil dizer que não se pode fazer a operação por não haver a frequência, sendo que tem  frequência à venda e não se compra", pontuou.

A TIM acredita que a transação será fechada no prazo e já trabalha com a integração com a Oi, principalmente, com os clientes a serem adicionados à sua base. "Não vamos adquirir um CNPJ, vamos adquirir ativos. Não tem por que Anatel e Cade não aprovarem. Há pedidos de ajustes, mas não resistência ao negócio", concluiu Mario Girasole.




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