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Algar Telecom testa OpenRAN em centro de 5G criado pela IBM, Flex e FIT

Convergência Digital - 11/12/2020

A Algar Telecom é a primeira operadora a testar o OpenRAN no Centro de Soluções de Telecomunicações para 5G, criado pela IBM, Flex e FIT (Flex Institute of Technology) para atender a América Latina, mas sediado no Brasil. O centro utiliza arquiteturas abertas, como o Open Radio Access Network (Open RAN), em um ambiente simulado para as empresas testarem suas inovações.

"A tecnologia Open RAN tem o potencial de trazer uma série de vantagens para o setor de telecomunicações como um todo. Entre elas, estão a redução de custos de CAPEX e OPEX e a maior independência no mercado de acesso, permitindo a entrada de novos parceiros além dos grandes players", comenta Luis Lima, vice-presidente de Operações, Tecnologia e Evolução Digital da Algar Telecom.

Estudos da IDC estimam que o consumo de dados permanecerá alto na América Latina em 2021. A chegada do 5G na região irá impulsionar importantes investimentos em tecnologias móveis, abrindo uma ampla gama de novos casos de uso para o público em geral e, principalmente para as empresas. Elas poderão utilizar aplicativos que requerem mais velocidade de conexão, capacidade de tráfego aprimorada e latência muito baixa, enquanto aumentam a segurança. Só no Brasil, o 5G deve trazer US $ 22,5 bilhões em oportunidades nos próximos quatro anos.

Como parte do acordo, a IBM fornecerá tecnologia, serviços e experiência no setor para ajudar as empresas a explorar a construção de soluções para redes 5G, oferecendo soluções de nuvem aberta e híbrida, como Red Hat OpenStack Platform e Red Hat OpenShift, e soluções nativas de nuvem como inteligência artificial, automação, segurança e IoT. A Flex, como líder em design terceirizado e serviços de manufatura para infraestrutura 5G e produtos sem fio, fornecerá equipamentos eletrônicos para ajudar na entrega e medição de sinais, enquanto o FIT proverá conhecimento em TI e telecomunicações.

Utilizando o ambiente de testes, empresas poderão co-desenvolver protótipos e referências baseados em Open RAN para maximizar o benefício das redes abertas 5G em vários setores, como agronegócio, transporte, saúde, serviços públicos, varejo e bancário. Por exemplo, uma empresa do setor de saúde poderia usar as soluções de nuvem híbrida aberta do centro e testar um protótipo de aplicativo que usa IA e edge para que um hospital possa fazer tomografias de maneira remota.

"O 5G mudará fundamentalmente os negócios em todas as indústrias. À medida que operadoras e empresas colaboram para adotar plataformas de nuvem híbrida e abertas, elas já estão implementando novas soluções para capturar os benefícios tangíveis do 5G e a integração com IA, IoT e vídeo em edge para melhorar sua competitividade", disse Tonny Martins, Gerente Geral da IBM América Latina. "Esta colaboração se baseia na experiência tecnológica e de indústria da IBM e nosso compromisso de longa data em ajudar as empresas na América Latina a aproveitar tecnologias novas e emergentes, para capturar sua parcela do valor enorme que será criado".

O Centro de Soluções de Telecomunicações para 5G oferecerá às empresas do Brasil e da América Latina:

• Co-criação de casos de uso e estudos baseados em redes abertas, desagregadas e definidas por software, como a arquitetura Open RAN, para 5G, utilizando soluções baseadas em Red Hat OpenStack Platform, Red Hat OpenShift e tecnologias de nuvem híbrida da IBM.

• Acesso a uma rede global de inovação e conhecimento da IBM, através de especialistas de diferentes países para troca de experiências e práticas em 5G aberto, edge, nuvem, segurança e avanços em automação e operações com infusão de IA (AIOps).

• Implementação de MVP (Minimum Viable Product) e avaliação do retorno de investimento para as empresas.

• Foco no desenvolvimento de novos conjuntos de habilidades no país para fomentar a inovação e novas descobertas em redes abertas 5G e Open RAN.

"Muitos dos benefícios das redes 5G vêm de uma maior dependência de software em ambientes de nuvem do que as gerações de tecnologia sem fio anteriores. Como os primeiros usuários do 5G, os líderes empresariais precisam garantir que sua adoção tecnológica evolua para oferecer suporte e aproveitar os benefícios de latência e banda, enquanto gerenciam a explosão de dados gerada nos dispositivos e na ponta. A Flex e o FIT estão comprometidas em co-criar este novo futuro com a IBM e as empresas." disse Carlos Ohde, diretor de Inovação do FIT.



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