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OPINIÃO

Os riscos à proteção de dados e o home office

Por Wellington Menegasso*
04/06/2020 ... Convergência Digital

Em um cenário atípico, no qual de uma hora para outra milhares de empresas foram obrigadas a trabalhar em home office por conta da pandemia da COVID-19, as empresas estão aprendendo a lidar com novas formas de trabalho e colaboração. Mas enquanto muitas se adaptam ao home office improvisado, boa parte delas não têm dado a devida atenção para a segurança da informação e proteção dos dados, gerando assim sérios riscos para o negócio. 

As empresas, de todos os portes e perfis, precisam criar estratégias para manter o nível de proteção e segurança estabelecido dentro dos data center para esse novo ambiente, com profissionais acessando aplicações e arquivos da rede corporativa de forma remota.A falta de políticas, processos e tecnologias adequados abre caminho para atuação de cibercriminosos, que têm intensificado a atuação nesse momento em que crescem a comunicação e os negócios digitais. 

Apesar de os temas relacionados à proteção de dados e cibersegurança estarem em alta no Brasil, por conta da eminente chegada da Lei Geral de Proteção de Dados, os crimes cibernéticos e sequestros de dados estão acompanhando o crescimento do trabalho remoto.Do lado das empresas, existe uma aceleração na busca por soluções de "Cyber Recovery".

Uma tecnologia que não é nova no mercado, mas que por muitos anos não recebeu a devida atenção, por muitas empresas confiarem exclusivamente em soluções de "Backup/Recovery" com complemento de "Data Replication", que também pode ser aplicado sozinho. Ou seja, apesar dos profissionais entenderem a importância da recuperação de dados, inclusive para cenários de sequestro de dados, poucos tinham disposição para investir em tecnologias com esse fim. E o que tem impulsionado essa tendência é uma percepção crescente de que as organizações deixaram de pensar em o que fazer se a base de dados for atacada e passaram a considerar que isso é só questão de tempo. O que exige uma abordagem adequada para o que fazer no caso de ataques cibernéticos ou falhas críticas. 

Essa insegurança em relação à proteção de dados ficou evidente em um recente estudo da Dell Technologies, no qual 82% dos líderes de TI entrevistados assumiram que suas empresas enfrentaram algum tipo de problema associado a incidentes com segurança da informação nos últimos 12 meses e 81% não acreditam que as soluções existentes em suas organizações são suficientes para atender os desafios futuros.

E se considerarmos que o problema tende a agravar-se ainda mais, com o crescimento de dados cada vez mais distribuídos, as empresas precisam tomar medidas imediatas para garantir que os problemas com vazamento ou falhas no acesso a dados não comprometam o futuro da organização. À medida que o cenário de TI se torna mais complexo, as organizações precisam reforçar estratégias para proteção de dados que sejam ágeis, sustentáveis e que possam ser escalonadas em um mundo multiplataforma e no qual só tende a crescer a necessidade de acesso remoto.  

Wellington Menegasso é diretor de vendas para Soluções de Data Protection da Dell Technologies no Brasil


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