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Executivo brasileiro faz IBM ir à Justiça contra a Microsoft

Convergência Digital - 26/06/2020

A IBM está em batalha judicial para impedir que o ex-presidente da empresa no Brasil, Rodrigo Kede Lima, que teve uma rápida passagem pela TOTVS, em 2015, e retornou à companhia para assumir o comando na América Latina, assuma cargo de vice-presidente na Microsoft. A empresa acusa Lima de violar acordo de não competição e se apropriar indevidamente de segredos comerciais, segundo a ação apresentada em 15/6 à Justiça de Nova York. 

“Lima está violando o acordo de não competição ao buscar colocação imediata nos altos níveis da Microsoft, onde ele não terá como evitar explorar as relações com clientes da IBM e usar o conhecimento de planos confidenciais para enfrentar a IBM”, alega a empresa na ação, na qual exige ainda a devolução do equivalente a US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 7 milhões) em opções de ações. 

À Justiça, Rodrigo Lima afirmou que a IBM não pode impedi-lo de aceitar a nova posição como vice presidente para a América Latina da Microfost. “Meu trabalho na Microsoft não colocará a IBM em nenhuma desvantagem competitiva”, disse, ao insistir que ser impedido de trabalhar por um ano seria uma significativa dificuldade indevida. 

Lima renunciou ao cargo na IBM em 18 de maio, com a perspectiva de começar na Microsoft dois dias depois. A data foi posteriormente adiada, por reclamação da IBM, para 19 de junho. Agora, será preciso esperar pelo menos até meados de julho, pois uma audiência judicial está prevista para 14 do próximo mês – por enquanto, o juiz federal Philip M. Halperin impede o executivo de assumir. 

O brasileiro, que mora em Riverside, Connecticut, nos EUA, trabalhou para a IBM por 25 anos. Em 2012, era o gerente geral para a América Latina. Em 2015, deixou a IBM para assumir o comando da TOTVS, mas não ficou na companhia brasileira sob alegação de problemas de saúde. Mas foi logo anunciado como presidente da IBM para a América Latina. Em 2017, foi promovido a gerente global de serviços. Em janeiro, passou a supervisionar as 77 contas mais valiosas da IBM. A reclamação judicial da IBM aponta que “Lima estava no 1% do topo dos principais executivos da empresa, com assento na mesa juntamente com o presidente do conselho e do CEO”. 

A IBM alega que Lima detém segredos e estratégias corporativas, inclusive informações confidenciais sobre os principais clientes. Cita a computação em nuvem como uma das áreas de maior competição entre a IBM e a Microsoft, sendo que o executivo teria profundo conhecimento dos produtos em desenvolvimento. E que a competição é especialmente forte na América Latina.

Rodrigo Lima recebeu mais de US$ 4 milhões da IBM nos últimos cinco anos. E segundo a empresa, concordou em não aceitar uma posição em concorrente ou investir sobre clientes da IBM por um período de 12 meses após deixar a companhia. 

Ele, por sua vez, alega que a IBM exagera sobre seu conhecimento de produtos e estratégias e que as informações financeiras que possui não tem relevância para além do trimestre, sem conhecer planos para os próximos 12 meses. Também alega que não conduziu qualquer negócio para a IBM na América Latina desde julho de 2018. Além disso, aponta que a concorrência indicada pela IBM é duvidosa, uma vez que a América Latina representaria somente 5% do mercado global da IBM. 

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