NEGÓCIOS

Coronavírus desfaz qualquer projeção para venda de PCs, impressoras e tablets no Brasil

Ana Paula Lobo* ... 06/04/2020 ... Convergência Digital

De janeiro a dezembro de 2019, as vendas de computadores e impressoras no Brasil cresceram 2,6% e 3,1%, respectivamente, e as de tablets caíram 7,4% na comparação com 2018. Foram vendidos 5,8 milhões de computadores, 2,4 milhões de impressoras e 3,3 milhões de tablets. Os dados são da IDC Brasil.

Em receita, os mercados de computadores e tablets registraram aumento na comparação com 2018. A alta foi de 14,7% e 5,4%, com R$ 18,9 bilhões e R$ 2,02 bilhões, respectivamente.  Já o mercado de impressoras teve queda de 1,3%, com faturamento de US$ 659 milhões. Com relação a 2020, todas projeções estão afetadas pela pandemia do coronavírus.

No mercado de computadores e impressoras, a expectativa era fechar o ano com alta de 0,6% e 2%, respectivamente. Já o mercado de tablets projeta mais redução, com uma de 5,8%. Mas, Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, assume que com a pandemia de COVID-19, esses mercados podem registrar queda de até dois dígitos. “Estamos trabalhando em conjunto com clientes e parceiros para prever cenários com os possíveis impactos da pandemia”, finaliza.

Números

O mercado de computadores em 2019 teve desempenho melhor do que em 2018. Dos 5,8 milhões de computadores vendidos, pouco mais de 4 milhões foram de notebooks e 1,7 milhão foi de desktops.O setor corporativo ficou com 2,1 milhões de máquinas em 2019. Impulsionadas pela oferta de locação, as vendas de notebooks tiveram alta de 12,3%, já as de desktops sofreram queda de 3,7%. “O Device as a Service ou locação de equipamentos ganhou mais espaço em 2019 nas PMEs, nas grandes empresas e até no governo”, afirma Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil.

No varejo, foram vendidos 3,6 milhões de computadores no ano passado. O segundo semestre teve melhor desempenho, com 1,9 milhão de computadores contra 1,7 milhão registrados no primeiro. As vendas pela Black Friday se destacaram. Segundo Pereira, a data superou as expectativas depois de um ano que começou bem, mas viu as vendas desacelerarem com o passar dos meses. “As fabricantes mostraram que estão por dentro do comportamento do consumidor e fizeram ações que agradaram tanto no varejo online como no físico”, afirma Pereira.

Impressoras
 
No mercado de impressoras, a alta de 3,1% em 2019 era esperada pela IDC Brasil. As vendas de equipamentos com tanque de tinta cresceram 5,3% em relação a 2018, e os modelos cartucho de tinta, 4,5%. Dos 2,4 milhões de máquinas vendidas, 1,06 milhão foram de modelos com tanque de tinta, 838.544 foram de equipamentos com cartucho de tinta e 523.715 foram de impressoras a laser.

Segundo a IDC, os modelos com cartucho foram responsáveis pela maioria das vendas ao consumidor doméstico, enquanto as impressoras a laser dominaram no setor corporativo. “Ano passado houve uma desaceleração nos projetos corporativos e por isso a queda nas vendas deste segmento. Mas ainda assim vemos o mercado de impressoras a laser ganhando espaço, principalmente com novidades, como os modelos de laser colorido, categoria que cresceu 11,6% em 2019”, revela o analista da IDC Brasil.

Tablets em baixa
 
Em 2019 foram vendidos 3,3 milhões de tablets, queda de 7,4% em relação a 2018. O destaque positivo ficou para as vendas de tablets com teclado destacável, que cresceram 38,6%. Segundo o analista da IDC Brasil, esse modelo é bem-vindo no mercado corporativo por ser focado em produtividade e atender profissionais de diversas áreas, como o de criação de conteúdo. No entanto, sua representatividade ainda é de apenas 2,4% no total de vendas. Um dos motivos, acredita Pereira, é o preço quatro vezes maior do que o dos tablets convencionais, que custaram, em média, R$ 602 no ano passado. Segundo a IDC Brasil, em 2019 também houve ofertas de tablets para locação, mas ainda em baixo volume, não sendo o suficiente para alavancar o setor

No varejo, o segundo semestre de 2019 foi o mais forte em vendas de tablets, segundo a IDC Brasil, com 895.696 unidades vendidas no terceiro e 1,07 milhão de unidades no quarto trimestre. “As fabricantes lançaram produtos e se prepararam para a Black Friday. O resultado foi um quarto trimestre com desempenho melhor do que os três primeiros”, comenta.

*Com informações da IDC Brasil


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