Clicky

Para TIM, 5G não comporta neutralidade de rede

Luís Osvaldo Grossmann ... 22/09/2020 ... Convergência Digital

Sete anos e duas gerações tecnológicas depois, o setor de telecomunicações volta a reunir argumentos contra a neutralidade de rede como fazia antes da votação do Marco Civil da Internet, a Lei 12.965/14. Nesta terça, 22/9, ao discutir os desafios à implantação do 5G no Brasil, no Painel Telebrasil 2020, o vice presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, voltou à carga. 

“Na medida que o 5G terá como grande capacidade dedicar os recursos necessários aos serviços apontados, o network slicing [fatiamento de rede], a neutralidade de rede como descrita hoje nas normas brasileiras é incompatível com o 5G”, afirmou o executivo. Como insistiu o vice presidente da TIM no debate sobre o Modelo do Leilão do 5G no Brasil, “as normas envelhecem e temos que encontrar uma forma de garantir a competição e a não-discriminação, mas que não seja entrave para o adequado uso e desenvolvimento da tecnologia”. 

É uma cantilena conhecida, usada na época para sugerir que os investimentos seriam prejudicados pelo conceito de que todos os pacotes são iguais perante à rede. O 4G chegou e as próprias operadoras foram as primeiras a anunciar que nunca investiram tanto. Como o próprio Marco Civil prevê discriminação de tráfego a partir de “requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações”, não há registro de investimentos que deixaram de existir. 

Justiça seja feita, foi o próprio Mario Girasole que, lá nos idos de 2013, durante a Futurecom daquele ano, tratou de esclarecer a todos exatamente o que significa falar de neutralidade de rede: “Não estamos falando de liberdade, mas sim do velho e bom dinheiro, de modelo de negócios.”


Internet Móvel 3G 4G
Teles: restrição a fornecedores é um risco ao 5G e aos consumidores

Por meio de um comunicado da Conexis Brasil Digital, as teles advertem que está se criando um ambiente de incertezas com relação ao 5G; lembram que possuem 'grande experiência nos mais elevados e críticos quesitos de privacidade e segurança de rede; e ressaltam que é preciso transparência para atrair investimentos ao País.

Anatel encerra ciclo de TACs em acordo fraco com Algar

Depois de fracassar na troca de multas por investimentos com Oi, Vivo e Claro, agência contabilizou sucesso somente com a TIM e permitiu à Algar cortar mais da metade do acerto inicialmente firmado. 

Anatel renova faixa de 850 MHz para Vivo, mas nega pedido de redução de preço

Empresa renovou apelo ao regulador para que fosse aplicada a regra do preço público ou ônus de 2%, ambos abaixo do valor de mercado.

STF julga inconstitucionais leis de BA e RJ sobre créditos pré pagos e cobrança de serviços

Mais uma vez, Supremo ressaltou que, ainda que importantes ações em defesa dos consumidores, normas estaduais não podem invadir a competência privativa da União de legislar sobre telecomunicações. 

Portabilidade: Claro é a tele com mais adesões. Oi e TIM cedem assinantes

Oi, na fixa, e TIM, na móvel, foram as operadoras que mais cederam assinantes com a possibilidade de troca de empresa mantendo o mesmo número. Já a Claro foi a operadora que mais ganhou clientes nos 12 anos do serviço.

Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • O Portal Convergência Digital é um produto da editora APM LOBO COMUNICAÇÃO EDITORIAL LTDA - CNPJ: 07372418/0001-79
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G