INOVAÇÃO

Brasil precisa pensar global e apostar na diversidade para aparecer na Inovação

Por Roberta Prescott ... 15/10/2019 ... Convergência Digital

Um dos componentes a que se atribui o sucesso das empresas sediadas no Vale do Silício é a diversidade, conforme destacou Margarise Correa, fundadora e CEO da BayBraZil, que recém-fechou uma parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Software - ABES, para estimular o intercâmbio de negócios entre empresas de TI baseadas no Brasil e no Vale do Silício.

"Os brancos não são mais maioria no Vale do Silício. Eles representam 34%, enquanto latinos e hispânicos somam 25% e os asiáticos, 34%. Além disto, 64% dos que trabalham no Vale são de fora dos Estados Unidos", destacou, durante a ABES Software Conference, realizada nesta segunda-feira 14/10. "A diversidade é um componente essencial para inovação do Vale do Silício", reforçou.

Outros aspectos que contribuem para o sucesso das empresas lá localizadas são o número de patentes requeridas pelas companhias e abundância de recursos. Segunda Margarise Correa, somente em 2018, foram quase 20 mil patentes e US$ 50 bilhões de investimentos. A título de comparação, ela mostrou que na América Latina inteira foram investidos até agora US$ 1,9 bilhão e no Brasil, de US$ 1,3 bilhão, montante bastante inferior em comparação ao volume dos Estados Unidos, mas quatro vezes o valor investido em 2016 que foi de US$ 500 milhões.  

Brasil em destaque

O Brasil é importante e relevante para o Vale do Silício, ressaltou Margarise Correa, explicando que São Paulo é o maior mercado para a Uber, o Brasil é o mercado número dois para Instagram e Whatsapp e número três para o Facebook.

"O mercado brasileiro tem muita relevância para Vale do Silício e inverso também é verdadeiro. Fizemos um estudo e identificamos 39 empresas fundadas por brasileiros na BayArea e 35 delas são focadas em tecnologia", disse. A maioria dos empresários é formada por homens entre 40 e 49 anos.

Uma das dificuldades a serem superadas no Brasil é pensar globalmente. "Sabemos que o fato de o Brasil ser um grande mercado faz com que as empresas pensem primeiro em atender o mercado interno, mas é importante pensar grande porque o mundo está perdendo as fronteiras", completou.


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