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Microsoft promete 5,5 milhões de vagas em cursos TI em plataforma suspensa pelo governo Bolsonaro

Luís Osvaldo Grossmann - 20/10/2020

A Microsoft anunciou nesta terça, 20/10, uma parceria com o Ministério da Economia pela qual vai oferecer, gratuitamente, 20 cursos de tecnologia da informação, desde nível básico, para os quais haverá 5,5 milhões de vagas até 2023. 

Essa oferta, no entanto, está prevista para se dar dentro da plataforma ‘Escola do Trabalhador’, criada em 2017 em parceria do Ministério do Trabalho com a Universidade de Brasília para cursos pela internet, mas que está suspensa desde setembro de 2019 para uma ‘transição tecnológica’ que, mais de ano depois, ainda não se materializou.

A Microsoft não detalhou quais serão as especialidades, mas informou que são “20 cursos de tecnologia em diferentes níveis com base nas principais competências exigidas pelo mercado de trabalho – desde a alfabetização digital até módulos mais avançados de computação em nuvem, IA e ciência de dados”. 

Como explicou a MS no anúncio desta terça, os cursos fazem parte da ferramenta Microsoft Community Training. Adicionalmente, a empresa vai também “disponibilizar 58 instrutores para oferecer orientação personalizada para até 315 mil pessoas”. 

“Temos um grande desafio de capacitação na TI. Formamos 44 mil pessoas por ano quando mercado demanda 70 mil. São 30 mil a menos do que precisamos por ano, o que pode deixar o Brasil para trás na competitividade global”, destacou a presidente da Microsoft Brasil, Tânia Cosentino. 

O anúncio contou com a participação do secretario especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, que destacou a modernização do Sistema Nacional de Emprego, com uso de ferramenta de inteligência artificial, doada pela MS, para “facilitar o encontro entre trabalhadores e empresas”. Mas não indicou quando a nova ‘Escola do Trabalhador 4.0’ estará disponível. 

As matrículas na plataforma foram suspensas desde 15 de agosto de 2019, em consequência da decisão, tomada ainda em abril do ano passado, de não renovar o convênio com a Universidade de Brasília que viabilizava os cursos e as certificações. Desde então, quem visita o site encontra apenas o aviso de que “a plataforma da Escola do Trabalhador está passando por um processo de transição tecnológica e ficará indisponível temporariamente. Os serviços serão retomados em breve”. 

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