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Fechar a porta à Huawei no 5G vai custar US$ 21,9 bilhões ao PIB dos EUA até 2035

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo* - 07/02/2020

Restringir a participação de um fornecedor-chave de infraestrutura na construção da rede 5G de um país aumentaria de 8% a 29% os custos totais do investimento que seria feito na próxima década, além de impactar em atrasos na implantação da tecnologia. É o que afirma um estudo da Oxford Economics, empresa  especializada em análises quantitativas, e encomendado pela Huawei. Segundo o relatório, isso também resultaria em milhões de pessoas sem cobertura 5G até 2023.

O 5G tem o potencial de reduzir custos e desbloquear novos fluxos de renda em todos os setores da indústria, melhorando os níveis de produtividade em toda economia global e gerando oportunidades para países que facilitam sua oferta generalizada. Portanto, restringir um participante da licitação de contratos levará a preços mais altos e atrasos na distribuição, resultando em uma difusão mais lenta da inovação tecnológica associada.

O relatório global da Oxford Economics é a primeira quantificação sistemática da escala potencial desses efeitos e avalia o custo econômico da restrição da concorrência em oito mercados: Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, considerando três cenários de desenvolvimento e aplicação do 5G.

Um atraso na implantação do 5G também resultaria em inovação tecnológica mais lenta e menor crescimento econômico. Em um cenário de médio impacto, isso resultaria em reduções do PIB nacional até 2035 que variam de US$ 2,8 bilhões na Austrália a US$ 21,9 bilhões nos EUA. Na Alemanha, o impacto ficaria entre US$ 2,4 bilhões a US$ 13,8 bilhões.

Na Índia, o impacto poderia chegar a US$ 27,8 bilhões. Nos oito países analisados, o estudo indica que o PIB per capita seria US$ 100 menor por pessoa, em média, até 2035, em comparação com um cenário em que não há essa restrição na provisão de infraestrutura 5G.

O Brasil ficou  de fora do estudo porque até o momento - mesmo com o Governo Bolsonaro alinhado ao governo dos EUA- não houve qualquer restrição a atuação da Huawei como fornecedora das operadoras de telecomunicações no 5G. É importante lembrar que a Huawei não pode participar diretamente do leilão 5G, mas há uma expectativa - mesmo que bastante reduzida - que novos players, entre eles, a China Telecom - possam se interessar em participar do certame - que pode acontecer ainda em 2020, se virar estratégico ou em 2021.

O estudo na íntegra pode ser acessado pelo site: https://resources.oxfordeconomics.com/hubfs/Huawei_5G_2019_report_V10.pdf

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