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Qualcomm: 5G vai mudar o uso da computação em nuvem

Convergência Digital
Por Wanise Ferreira* - 08/09/2020

A tecnologia 5G terá um impacto muito maior do que qualquer outra forma de conectividade do passado. Esta é a visão do presidente da Qualcomm, Cristiano Amon, sobre a nova revolução tecnológica que se aproxima. Para ele, o 5G poderá ser utilizado tanto para banda larga quanto para serviços de missão crítica, como aplicações industriais e conexão de tudo à nuvem, 100% do tempo e de maneira confiável.

Ele ressaltou que o 5G foi desenvolvido para utilizar todas as redes de espectro disponíveis, desde as frequências mais baixas, hoje empregadas pela tecnologia móvel, até novas faixas indo para as ondas milimétricas e ainda com diferentes tipos de configuração de redes, tanto públicas quanto privadas. O que se pode notar mundialmente, destacou, é que diferente do 4G ninguém quer ficar atrás na corrida do 5G. “Isso faz todo sentido porque o 5G vai praticamente se transformar no acelerador da economia digital”, completou.

Na sua avaliação, existem muitos casos de uso do 5G que ainda não foram inventados. De acordo com ele, a expectativa é de 1 bilhão de conexões  5G até 2023 . Para 2025, o número sobe para 2,8 bilhões de assinaturas.

Em relação à transformação que o 5G vai exigir nas empresas, Amon lembrou que a tecnologia mudará a nuvem e provocará um desenvolvimento acelerado da inteligência artificial. “Se o 5G permite conexão à nuvem 100% do tempo, a nuvem contará com uma quantidade enorme de dados que terá de ser processada, e a inteligência artificial vai possibilitar várias aplicações. Com isso, a nuvem também se desloca; sai dos datacenters e começa a ficar mais próxima dos terminais”, disse.

Para o executivo, outra mudança importante é como se pensa hoje nas redes. “Há uma desagregação que também vem junto com o 5G. Então, as redes que eram totalmente verticalizadas estão passando por esse processo, em que haverá uma rede virtual na parte de rádio e que também será uma infraestrutura aberta”, pontuou.

“Não há mais um problema de tecnologia, isso já está resolvido. Agora é apenas uma questão de termos maturidade das redes, principalmente com onda milimétrica”, ressaltou. O executivo disse ainda que veremos uma revolução dos smartphones e mais outro device que poderá ser utilizado, como, por exemplo, dispositivo de realidade aumentada.



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