Home - Convergência Digital

Teles querem filtros nas parabólicas e 100 MHz adicionais no leilão 5G

Convergência Digital - Carreira
Luís Osvaldo Grossmann - 11/12/2019

Na véspera da votação, pela Anatel, da proposta que vai à consulta pública sobre o leilão do 5G, as operadoras de telecom Algar, Claro, Oi, TIM, Sercomtel e Vivo, associadas aos fabricantes Cisco, Ericsson, Huawei, Nokia e Qualcomm divulgaram nesta quarta-feira, 11/12, um posicionamento público em favor de mais espectro na principal faixa dessa licitação, 3,5 GHz, e a opção pela solução mais econômica para a mitigação de interferência na recepção das antenas parabólicas. 

“Feita a análise dos potenciais impactos decorrentes de uso dos cenários identificados, avaliamos que a melhor alternativa, sob os aspectos técnico, social e econômico, a ser considerada nas políticas públicas que orientarão o edital para uso da faixa de 3,5 GHz, é a mitigação de interferências, permitindo a convivência entre os sistemas do 5G com a TVRO na Banda C na faixa de 3,7 a 4,2 GHz. Para isso serão utilizados filtros (LNBF) de nova geração, conferindo maior segurança técnica para os proponentes e menor impacto para a sociedade”, diz o posicionamento.

Essa solução concentra a televisão na Banda C  (3,8-6,2 GHz) e se opõe ao que defendem as emissoras de televisão, que preferem a migração para a banda Ku (10-18 GHz). O uso de filtros, alega a indústria de telecom, “terá um custo aproximado de R$ 456 milhões, enquanto a migração de 100% dos usuários, somente na recepção, para a banda Ku implicará em um custo de R$ 7,8 bilhões”.

A solução das teles significa manter a TVRO para além dos 3,8 GHz, liberando a chamada ‘Banda C estendida’, entre 3,6 e 3,7 GHz, para uso pelas aplicações móveis. Ou seja, o leilão poderia oferecer os 400 MHz de banda entre 3,4 a 3,7 GHz, cenário para quatro compradores de blocos de 100 MHz, e ainda seria estabelecida uma banda de guarda de 100 MHz até os 3,8 GHz, desenho que associado aos filtros LBNF nas antenas evitaria as interferências. 

“A opção pela mitigação salvaguarda importantes recursos que poderão não só serem empregados na melhoria da cobertura e da qualidade das redes de telecomunicações, mas, principalmente, no desenvolvimento do 5G no país, com impacto direto sobre os usuários dos serviços, e a operacionalização desta opção já deveria estar explícita na proposta de edital a ser submetida a consulta pública pela Anatel, proporcionando maior segurança jurídica ao processo licitatório”, concluem.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

17/01/2020
CNI quer que Bolsonaro inclua autorização tácita no Decreto da Lei das Antenas

15/01/2020
Edital 5G e cálculo para o fim das concessões entre as prioridades da Anatel em 2020

08/01/2020
Falta profissional para pegar no 'pesado' do 5G

06/01/2020
5G dará poder à inteligência das coisas

18/12/2019
TIM instala polo de estudos de 5G em São Paulo

18/12/2019
França aprova leilão 5G, que garante 50 MHz em 3,5-3,8 GHz para cada tele móvel

17/12/2019
Telefónica avisa que vai cortar drasticamente Huawei do 5G

16/12/2019
5G fechará 2019 com 12,9 milhões de conexões

13/12/2019
China venceu a corrida pelo 5G, que terá 2020 como ano decisivo

12/12/2019
Novo edital do 5G transforma ágio em obrigações, mas decisão fica para 2020

Destaques
Destaques

O carro será uma Internet das Coisas

A projeção é do CIO para a América Latina da Fiat Chrysler Automobiles, André Souza Ferreira. Segundo ele, como um dispositivo conectado, o carro será um provedor de serviços ao cidadão.

Mercado cinza de smartphones explode e cresce 500% no Brasil

Invasão dos celulares piratas acontece pela venda de marcas chinesas e vendidas nos marketplaces, diz o o diretor de celulares da Abinee, Luis Cláudio Carneiro. São cerca de 4 milhões de smartphones piratas em uso, a maior parte vindo do Paraguai.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Carro autônomo: decisões baseadas em dados vão evitar acidentes?

Por Rogério Borili *

O grande debate é que a inteligência dos robôs precisa ser programada e, embora tecnologias como o machine learning permitam o aprendizado, é preciso que um fato ocorra para que a máquina armazene aquela informação daquela maneira, ou seja, primeiro se paga o preço e depois gerencia os danos.


Copyright © 2005-2019 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site