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SAS: Governança e orquestração desafiam analytics na nuvem

Convergência Digital
Por Roberta Prescott - 12/03/2020

As soluções mais robustas de analytics demoraram a migrar para o modelo de computação em nuvem até porque houve uma aposta relevante no open source - que trouxe uma série de facilidades à administração da TI - mas inoculou no analytics a complexidade da governança, mas verticais relevantes como finanças e telecomunicações já levam a análise de dados para a missão crítica, conforme executivos do SAS Brasil explicaram, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 12/03.

Os insumos que alimentam o analytics usado estrategicamente pelas companhias têm em sua base dados sensíveis; por isto, a opção das companhias, até então, estava sendo na linha de rodar a solução em casa. "As empresas demoraram muito para decidir colocar o data lake do lado de fora, por diversos motivos, como a latência, que pode ser um problema. Então, demoramos tanto quanto os clientes, que não estavam pedindo ou fazendo isto", disse Cassio Pantaleoni, country manager do SAS Brasil. Segundo ele, a migração de analytics para nuvem é uma nova onda para as aplicações cloud, muito em função da própria transformação digital.

Para Alexandre Sapia, diretor de serviços do SAS para América Latina, explicou que a migração vem ocorrendo, mas o modelo híbrido, de coexistência entre distintas plataformas, deve prevalecer. "A governança e a orquestração dos dados para gerar os insights têm se tornado o grande desafio", apontou. O SAS aposta em serviços e nuvem para manter crescimento. A empresa tem a AWS como principal provedor de nuvem e vai anunciar mais parceiros em breve, adiantou Pantaleoni. Para 2020, a oferta como serviço é um pilar estratégico.

"Temos em fase final de produção um catálogo de serviços", disse o líder da multinacional no Brasil. De acordo com ele, o objetivo é ter a capacidade de entregar as soluções no framework que o cliente quiser. Pantaleoni disse que a meta é que SaaS seja mais representativo para a companhia, chegando, no Brasil, a representar metade das receitas.

Resultados

O SAS cresceu no Brasil 24% em 2019 em relação a 2018, puxado, principalmente, pela demanda por analytics e experiência do cliente. A título de comparação, o CARG desde 2008 está entre 7% e 8% no Brasil. Do total apurado, as novas receitas tiveram crescimento de 20%, enquanto as receitas recorrentes aumentaram 29% no mesmo período. De acordo com Pantaleoni, o Brasil representa uns 6% da receita global do SAS de 35% da América Latina. Em 2018, as receitas operacionais da multinacional foram de US$ 3,27 bilhões.

Em relação à linha de produtos, fraude, internet das coisas, customer intelligence e risco foram as soluções que registraram crescimento acima da meta interna estipulada. Em fraude, as três esferas de governo são áreas estratégicas para o AS; já em IoT o principal comprador é o setor privado, com bancos e telcos na liderança.
Nas operadoras de telecomunicações, explicou Bruno Maia, diretor de inovação do SAS para América Latina, network analytics está em produção desde 2018 com objetivo de ampliar a detecção de eventos e fazer o tratamento em tempo real.

Com relação às expectativas para 2020, Pantaleoni disse que espera um aumento de 10% nas receitas em 2020, em relação a 2019, e afirmou estar avaliando os impactos econômicos do coronavírus Codiv-19 para a empresa. "Todo mundo vai rever a meta. Mas, pelos números que estamos monitorando, o nosso primeiro trimestre deve ser bom, se não tiver nenhuma medida do governo de retirar autonomia das empresas", pontuou o country manager. 


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Metade das empresas no Brasil não confia na própria análise dos dados

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