GOVERNO

Governo segue com privatização de Serpro, Dataprev e Telebras para 2021

Ana Paula Lobo* ... 02/07/2020 ... Convergência Digital

O secretário de desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, reforçou que a pandemia de Covid-19 não mudou os planos do governo é que está mantido o cronograma de fazer a privatização ou concessão de 12 estatais em 2021. Os planos seguem o cronograma do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e também podem incluir outras desestatizações, a depender da duração da crise do coronavírus.

A afirmação dele foi feita em evento do Banco Safra, nesta quarta-feira, 01/07. Segundo ele, mesmo com papel desempenhado pelas estatais na pandemia, em especial, da Dataprev e do Serpro na organização do Auxílio Emergencial, o governo não planeja mudar o cronograma. Com relação à Telebras, é bom lembrar que a estatal tem o apoio do presidente do PSD, Gilberto Kassab, responsável pela indicação do ministro das Comunicações, Fabio Farias, que na sua posse citou a estatal para o projeto de ampliar o acesso à banda larga.

O projeto inicial para o próximo ano inclui a privatização da ABGF (Associação Brasileira Gestora de Fundos), Eletrobras, Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados), Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais), Codesa (Companhia de Docas do Espírito Santo) no primeiro semestrel. Para o segundo semestre, chegaria a vez de Serpro, Dataprev, Correios e Telebras, além da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e Trensurb(Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre). As empresas serão colocadas à venda entre julho e dezembro de 2021.

Para este ano, havia a intenção de vender a CEITEC, voltada para tecnologia nacional, e a Emgea (Empresa Gestora de Ativos) no segundo semestre, mas por conta da Covid-19, Mattar admitiu que os planos vão ter de mudar e não há expectativa de quando o governo deve fazer a revisão das metas de privatizações para 2020. No caso da CEITEC, a decisão deverá ser a liquidação da empresa, uma vez que não há interessados na sua aquisição. O planejamento contava com a venda de 300 ativos e cerca de R$ 150 bilhões ainda neste ano.

*Com agências de notícias


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