GESTÃO

Receita quer plataforma exclusiva com dados do eSocial

Ana Paula Lobo* ... 27/09/2019 ... Convergência Digital

O novo eSocial - em elaboração pelo governo Bolsonaro - gera ruído no ecossistema. Os empresários rejeitaram a possibilidade de o regime ter uma plataforma especial da Receita Federal, separada do sistema já estruturado e com dados, até agora, de 40 milhões de trabalhadores e a adesão de quase seis milhões de empresas. Para o empresariado, a decisão da Receita significa onerar ainda mais os custos das corporações.

A Diretora de gestão e produtos da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia das Informação e Comunicação (Brasscom), Valquíria Cruz, em audiência pública realizada na Câmara Federal, nesta quinta-feira, 26/09, pontuou que desde a criação do eSocial, em 2014, as empresas tiveram que fazer investimentos para adequar seus sistemas ao regime online para recolher as informações de empregadores, que tinha como objetivo ser sistema simplificado e centralizado.

"Ao separar os sistemas, como quer a Receita, o processo no RH da empresa tem que ser modificado. Eles teriam que trabalhar com dois sistemas, em vez de um sistema apenas, no qual eles trabalharam nos últimos dois anos para estabilizar e executar", advertiu a executiva da Brasscom.

O representante do Ministério da Economia na audiência, Fábio Pina, informou que a Receita Federal ainda não ocupou a sua vaga no comitê gestor do E-Social e pediu aos deputados e associações empresariais que façam um movimento para obter explicações da Receita sobre a questão.

O deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), um dos autores do pedido para o debate, disse que é importante manter a ideia inicial do E-Social: um banco de dados único por meio do qual todos todos pudessem ter acesso às informações. “O empresário vai ter que ficar mandando (informações) em dobro e ainda em sistemas diferentes?", indagou.

O Coordenador-Geral do e-Social no Ministério da Economia, João Paulo Machado, também disse que nos próximos dias serão publicadas portarias, desobrigando as empresas do envio de pelo menos 15 informações para programas diferentes do governo, pois esses dados já podem ser obtidos no E-Social.

Um exemplo é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que reúne dados sobre admissões e demissões no mercado formal de trabalho. Machado adiantou ainda que a plataforma ficará mais amigável para as empresas e para os empregadores domésticos, que terão acesso a atendentes virtuais e tutoriais.

*Com informações da Agência Câmara


Falta de alinhamento da TI com o negócio prejudica redes corporativas

Só 36% das empresas se dizem “muito satisfeitas” com redes e apontam disparidade como maior obstáculo, segundo pesquisa da Accenture.

Cartilha do MCTIC ao Congresso lista 150 programas que precisam de orçamento

Documento reúne sugestões como Gesac, redes de fibra óptica no Norte, Nordeste, base de Alcântara, satélite, entre outros. 

Teles adotam Código de Conduta de Telemarketing

São seis princípios básicos, entre eles ligações apenas em horários adequados e respeitar o desejo do consumidor que não quiser receber ligações. Segundo a Anatel,desde julho, quando foi criada a plataforma 'Não me Pertube', mais de dois milhões de telefones foram bloqueados para as operadoras.

Britânia adere à inteligência artificial na gestão e nos produtos

"A nossa ideia é ter pessoas qualificadas pensando em produtos melhores e não em funções repetitivas", diz a gerente de Marketing, E-commerce e parcerias da indústria, Samanta Puglia. A executiva admitiu que essa guinada já trouxe dores, entre elas, a mudança do quadro de pessoal.




  • Copyright © 2005-2019 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G