Clicky

Convergência Digital - Home

Oracle vai para a briga na nuvem pública, mas ambiciona nuvem privada do Governo

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 24/07/2020

A Oracle está preparada para disputar o segundo chamamento da nuvem pública do governo federal e tem a sua estratégia definida para brigar com AWS e Embratel, revela o VP de Serviços Públicos da Oracle, Rodrigo Solon Chaves, em entrevista ao Convergência Digital. O executivo adiciona, porém, que a fabricante se estrutura para ser fornecedora de nuvem privada para órgãos que precisam ter a soberania dos seus dados como, por exemplo, a Receita Federal e o TSE. A estratégia é levar para o governo brasileiro a estrutura do recém-lançado datacenter dedicado regional, com gerenciamento remoto por parte da Oracle, mas com os dados sob a responsabilidade do cliente.

"Usar cloud é uma grande conscientização do governo de estruturar uma infraestrutura comum de tecnologia. No passado, foram criadas muitas salas-cofre e data centers isolados. Isso só fez criar silos de informações, que até hoje não se falam. É como um encanamento de água. Cada um tem o seu que não se comunica. A água não flui. Digitalizar o caos, vai fazer prosseguir o caos com os dados. Tem de se estruturar uma política", pontua Solon Chaves.

A Oracle também negocia com o Serpro para fazer parte da multicloud da estatal de TI. "Estamos viabilizando a nossa participação. O Serpro é um cliente e pode vir a ser um concorrente, mas temos de sentar e conversar. É o jogo", reforça Solon Chaves. A nuvem privada dedicada regional é uma grande aposta para o Brasil por reunir as ofertas de infraestrutura, plataforma e software como serviços dentro da casa do cliente, com gestão da Oracle. "Temos clientes no Japão e estamos trazendo para cá", revela, sem adiantar muitos detalhes.

A Oracle sabe do seu papel no setor público: cerca de 80% de toda a base crítica de dados do governo está rodando em cima da sua infraestrutura. "O setor público sempre abriu caminhos para o setor privado na Oracle", relata o VP de serviços públicos. Uma das apostas para 2020 é a oferta de serviços de software como o ERP 100% cloud.

"Sabemos que há um trauma com o uso do pacote de gestão no Governo. No passado, os projetos levavam um tempo enorme e muitos tiveram vida útil muito curta. Mas hoje, o ERP está na nuvem e projetos complexos são entregues de seis a oito meses. Tudo é feito de forma modular e como serviço, o que nos permite garantir SLA desejado e assegurar a eficiência da TI", completa Solon Chaves.







Ministério da Justiça escolheu nuvem da Oracle para atender ao consumidor

"A nuvem nos abre um novo catálogo de possibilidades para serviços", afirma o coordenador geral de infraestrutura e serviços do Ministério da Justiça, Leonardo Greco. Serviço consumidor.gov.br migrou para a Oracle no final de maio.

Icatu Seguros: mudar atendimento ao cliente para a nuvem foi decisão irreversível

Seguradora contratou a CXone, da NICE, para migrar, em tempo recorde, os seus funcionários para o trabalho remoto. "Tínhamos de não perder a qualidade e a eficiência e adaptar o serviço ao dia a dia das casas dos colaboradores", conta o diretor de Marketing e canais, Rafael Caetano.

Destaques
Destaques

Justiça do DF diz que dados em nuvem não têm proteção contra quebra de sigilo

Para o relator do caso, "dados armazenados em nuvem não evidenciam uma comunicação de dados" e, por isso, não estariam protegidos pela legislação. 

São Paulo concentra mais da metade das startups de Inteligência Artificial

Estudo da KPMG mostra que existem, hoje, 702 startups em atuação no segmento no País. Levantamento ainda que, desde 2012 setor atraiu US$ 839 milhões em 274 rodadas de investimento; em 2020 foram captados US$ 365 milhões.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

IA, nuvem e IoT exigem data centers mais eficientes

Por Ed Solis*

Adoção crescente de tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e PoE estão na lista para melhorar o desempenho das redes e a eficiência do gerenciamento.

A Covid-19 e o governo digital

Por Marcos Boaglio*

A digitalização impõe adotar uma cultura de inovação na qual se fomente a experimentação, derrubar barreiras a partir de novos veículos de aquisição e implementar uma classificação de dados moderna, assim como desenvolver capacidades para empoderar os trabalhadores para finalmente aproveitarem as novas tecnologias.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site