Clicky

Convergência Digital - Home

Governo digital: qualidade do serviço passa pela integração dos dados

Convergência Digital
Ana Paula Lobo e Pedro Costa - 07/08/2020

O cidadão conectado quer os serviços digitais do governo e vai exigir a qualidade dos produtos privados disponíveis no mercado, afirma o VP de serviços públicos da Oracle Brasil, Rodrigo solon Chaves. Segundo ele, para suportar a grande digitalização, o governo terá de investir em uma infraestrutura robusta de TI e fazer valer o conceito de 'cloud first' para evitar gastos além da necessidade.

A pandemia de Covid-19, observa o executivo, acelerou a experiência digital e muito por conta dos serviços públicos, mas há muito por fazer para garantir a qualidade do produto ao cidadão. "Se o cidadão tiver uma experiência ruim na emissão de um documento digital, ele vai buscar o presencial. Tem de funcionar muito bem para conquistar a confiança", relata Solon Chaves.

Um dos pontos relevantes é o governo entender que o cidadão será um consumidor exigente. "A infraestrutura do governo precisa estar bem preparada. É importantíssimo que o governo tenha uma infraestrutura conectada, com dados interoperáveis, porque eles estão espalhados em diferentes órgãos, e preparada para um serviço de escala gigantesca. Não são 10 mil, 20 mil usuários, mas toda uma população a ser atendida", ressalta.

O tema cidadão conectado e serviços públicos será tratado em evento da Oracle, a ser realizado no dia 11 de agosto, e que terá a participação do especialista em tecnologia, advogado e professor, Ronaldo Lemos. O evento também a participação de órgãos públicos que vão contar as suas etapas na digitalização dos serviços ao cidadão.

Conectividade passa e muito pelo uso cada vez maior da nuvem e uma das ações necessárias no Brasil é ampliar a interoperabilidade das bases governamentais - federal, estadual e municipal. "É determinante que as bases de dados se falem de forma efetiva, só assim se terá a qualidade do serviço desejada pelo cidadão conectado, que quer ter o seu problema resolvido", reforça Solon Chaves.

“A nuvem veio para resolver o aspecto da escala conforme a necessidade. Veja o caso do Imposto de Renda. Na época da declaração, de março até abril, o Serpro tinha que disponibilizar uma quantidade enorme de servidores para suportar a carga. Mas durante todos os outros meses essa estrutura estava ociosa. Com a nuvem você escala conforme a necessidade. Precisou de mais processamento, a nuvem fornece. E isso serve para todos os serviços. Imagine o Auxílio Emergencial. A nuvem dá tranquilidade de que é possível entregar para o cidadão com facilidade", adiciona o VP de Serviços Públicos da Oracle Brasil.


Ministério da Justiça escolheu nuvem da Oracle para atender ao consumidor

"A nuvem nos abre um novo catálogo de possibilidades para serviços", afirma o coordenador geral de infraestrutura e serviços do Ministério da Justiça, Leonardo Greco. Serviço consumidor.gov.br migrou para a Oracle no final de maio.

Icatu Seguros: mudar atendimento ao cliente para a nuvem foi decisão irreversível

Seguradora contratou a CXone, da NICE, para migrar, em tempo recorde, os seus funcionários para o trabalho remoto. "Tínhamos de não perder a qualidade e a eficiência e adaptar o serviço ao dia a dia das casas dos colaboradores", conta o diretor de Marketing e canais, Rafael Caetano.

Destaques
Destaques

Justiça do DF diz que dados em nuvem não têm proteção contra quebra de sigilo

Para o relator do caso, "dados armazenados em nuvem não evidenciam uma comunicação de dados" e, por isso, não estariam protegidos pela legislação. 

"Chegamos para brigar com AWS, Google e Azure na nuvem pública", diz José Nilo, da Huawei

Empresa monta o seu segundo data center no Brasil, em local não revelado por segurança, e diz que vai também aumentar presença na oferta de Kubernetes e contêineres, hoje dominada pela Red Hat, da IBM.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

A Covid-19 e o governo digital

Por Marcos Boaglio*

A digitalização impõe adotar uma cultura de inovação na qual se fomente a experimentação, derrubar barreiras a partir de novos veículos de aquisição e implementar uma classificação de dados moderna, assim como desenvolver capacidades para empoderar os trabalhadores para finalmente aproveitarem as novas tecnologias.

Dados, quem sabe usar, sobrevive. Quem não sabe, fica fora da corrida!

Por Douglas Scheibler*

Se tem algo que não falta para 2021, são perguntas. Quando teremos a vacina eficaz para a Covid-19? Poderemos encerrar o isolamento social? Retomaremos nossas rotinas normais? Tudo isso ainda não tem resposta. Mas o que norteará a tomada de todas estas decisões, além de muitas outras nos ambientes social, empresarial e pessoal, serão dados. E em relação aos dados, já há tendências bem evidentes.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site