15/04/2021 às 10:00
Carreira


Com salários pagos, trabalhadores da Vikstar/Vivo lutam por empregos
Ana Paula Lobo

Com os salários de abril depositados pela Vikstar, operadora terceirizada de call center da Vivo, os trabalhadores voltaram ao trabalho, mas a maior preocupação deles agora é manter os empregos, mesmo que venha a acontecer o rompimento efetivo do contrato de serviço entre a Vikstar e a Vivo, em julho, como já anunciado pela própria Vivo.

No Piauí, por exemplo, a Vikstar emprega 2400 pessoas e é uma das maiores empregadoras da capital do estado. "Não podemos perder esses empregos em Teresina. São 2400 postos. É um forte impacto. Queremos que a Vivo assegure que não vai migrar esses postos para outra cidade ou Estado", afirmou João Moura Neto, presidente do Sinttel-PI e da Fitratel, federação que reúne sindicatos de trabalhadores do setor de telecomunicações.

O sindicalista informa que a Vivo se comprometeu em audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho que o passivo trabalhista da Vickstar será pago aos trabalhadores. Mas os trabalhadores se mobilizam por uma articulação para a operadora garantir que, mesmo trocando de terceirizada de call center, que não retirará os postos de trabalho em Teresina. "Vamos ter uma audiência no TRT no dia 22 de abril e vamos firmar mais compromissos para o futuro. A manutenção dos empregos é essencial", observou João Moura Neto.

Para ele, o sucesso das negociações aconteceu pela articulação nacional dos trabalhadores da Vickstar - cerca de 8 mil - em São Paulo, Paraná e no Piauí. "Fizemos um trabalho para ajudar a todos. Nossa preocupação não é só com Teresina, mas também com Votuporanga e Barretos. Queremos que o máximo de trabalhadores possam vir a ser realocados se realmente o contrato entre a Vikstar e a Vivo for encerrado em julho. Em todas as cidades, essas vagas são sustento do desenvolvimento econômico e social", completa João Moura Neto.


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